02/09/2008 - 08h52 Atualizada em 02/09/2008 - 09h18 Neiça Gomes
Jornal Meio Norte
Fáceis de fazer, os chocolates caseiros estão garantindo o sustento de muitas pessoas que se dedicam à fabricação das guloseimas. Em Teresina, universitárias, donas-de-casas, e até mesmo pessoas que trabalham fora produzem os bombons para vender. Os bombons revestidos de chocolate podem ter vários sabores como coco, brigadeiro, prestígio, castanha, maracujá, morango, cupuaçu e tudo mais que a criatividade da artesã conseguir alcançar.
A professora Márcia Silva começou a fabricar os bombons caseiros quando ainda estava desempregada, há um ano. "No momento de dificuldade, foram os bombons que me ajudaram", afirma. No início, ela vendia os produtos nas lan houses, escolas do bairro e na vizinhança, mas logo chegaram as encomendas. "Eu faço por encomendas. Mesmo trabalhando os dois turnos, se tiver uma encomenda, eu faço", diz.
Por ser um produto de grande aceitação no mercado e com muita facilidade de ser produzido, muitas pessoas encontraram nos bombons a saída para uma renda extra. Márcia Silva enfrenta, além da concorrência das ruas, a disputa dentro de casa, já que a irmã Marta Delgado Sousa também vende bombons para sustentar a família. Marta Delgado também começou a produzir bombons há um ano, e hoje fabrica mais de 1000 unidades por mês. Delgado vende em pontos para revenda, supermercados e lan houses do bairro e ainda recebe encomendas para festas de formatura, aniversários e casamentos.
"Onde eu vou eu levo meu depósito. Se estou na Igreja, ou no consultório médico, enquanto espero minha vez ofereço às pessoas, dentro do ônibus também, e assim vou vendendo", afirma.
Além da própria venda, a filha leva os bombons para escola onde chega a vender cerca de 400 por mês. "Tem dia que ela vende mais que eu", explica Delgado. No entanto as irmãs garantem que não há brigas dentro de casa, pelo contrário, a relação das duas é amistosa, e elas se ajudam mutuamente. "Às vezes eu invento um recheio e comento com ela, quando não tenho um sabor e ela tem, eu a chamo, não tem confusão não, é tudo tranqüilo", afirma Márcia Silva.