Um consórcio de, pelo menos, duas quadrilhas internacionais ligadas ao tráfico de drogas seria o responsável pelo carregamento de 300 quilos de cocaína pura apreendido pela Polícia Federal no Ceará. Além da droga, os agentes federais apreenderam seis carros, duas motos, um bote inflável, R$ 18.950,00 e 13,500 Euros, que convertidos equivalem a cerca de R$ 34 mil.
A droga e os bens foram apreendidos em um sítio situado no Município de Paraipaba, Litoral Oeste do Estado (a 92 Km de Fortaleza), em uma operação sigilosa da PF, que contou com a participação de aproximadamente dez policiais, comandados pelos delegados Marlon Jéferson de Almeida, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado; e José Glayston Araújo dos Santos, titular da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE).
De acordo com Glayston Araújo, após as primeiras investigações e interrogatórios, a PF tem fortes indícios de que os cinco homens presos façam parte de duas quadrilhas diferentes e altamente organizadas, que estavam por trás da operação internacional do tráfico de entorpecentes.
Segundo a PF, o cabo-verdiano com cidadania portuguesa Napoleão Rodrigues Martins e o espanhol Carlos Torres Lozano seriam representantes dos compradores da droga. Os dois estrangeiros teriam vindo ao Ceará acompanhar o transporte da cocaína para o destino final, que seria a Europa ou o continente africano.
Os policiais também acreditam que os brasileiros Juan Carlos da Silva Carvalho, Marcos Antônio Medeiros de Almeida e Marcelo Santos Sarruf seriam os responsáveis pelo transporte, armazenamento e envio da carga de entorpecentes para a Europa e África. Juan seria o comandante da operação criminosa no Ceará.
O sítio onde a droga foi encontrada estava no nome da mãe dele. Marcos Antônio era seu funcionário e também pescador. Segundo a PF, ele usaria seus conhecimentos para levar a droga no bote inflável.
O bote, que foi apreendido pelos federais, seria usado para conduzir a droga até um outro barco que poderia ser de pesca ou um veleiro. Os primeiros envolvidos, que foram presos ainda na tarde de domingo, já teriam feito a escolha do local onde a cocaína seria transferida para a segunda embarcação.