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Reta final da campanha polui principais canteiros e vias públicas de Teresina

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Reta final da campanha polui principais canteiros e vias públicas de Teresina

Em alguns pontos da cidade, a situação é ainda mais crítica, como entre Frei Serafim e Miguel Rosa

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04/10/2008 - 09h04 Atualizada em 04/10/2008 - 09h19
fonte Carolina Durães Jornal Meio Norte



A capital piauiense foi bastante elogiada por manter uma campanha eleitoral limpa, ou seja, sem poluição visual. No entanto, na reta final das eleições os cavaletes invadiram as principais avenidas de Teresina, causando um impacto à paisagem urbana e desagradando até mesmo os eleitores.

Em grande parte das 18 avenidas em que é permitido o uso do cavalete, há desrespeito às regulamentações estabelecidas pela Justiça. São cavaletes de vários tipos e tamanhos que deixam a cidade suja e com aspecto de subdesenvolvimento.

Em alguns pontos da cidade, a situação é ainda mais crítica, como no canteiro entre as Avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa. Outro exemplo é a Avenida João XXIII, localizada na zona Leste, onde a forma desordenada com as peças foram colocadas tem causado vários transtornos aos pedestres.

Nos dois pontos existem cavaletes de vários candidatos, principalmente de
vereadores. A grande quantidade dessas peças denuncia que a distância mínima de um metro entre um cavalete e outro não é cumprida.

O tamanho da peça também não é respeitado. Alguns deles passam de um
metro, altura máxima permitida pelo TRE. A quantidade exagerada
dos cavaletes é questionada até mesmo pelos especialistas em campanhas publicitárias. De acordo com a professora da Universidade Estadual do Piauí, Samária Andrade, os eleitores evitam até olhar para as avenidas por causa dos excesso de cavaletes.

Isso significa que o abuso dessas peças publicitárias desempenha um efeito contrário do que se propõe. “É tanto cavalete que ninguém nem se lembra do candidato” , explica a professora. Mesmo depois de várias apreensões realizadas pela Justiça Eleitoral, alguns candidatos ainda
não entenderam as regras do TRE para a fixação desses cavaletes e insistem em poluir a cidade.

Os eleitores também reprovam o ataque visual. Alguns deles ousam até mesmo em dizer que eles são ineficazes e que deixariam de votar em determinado candidato por conta da poluição visual. É o que diz a auxiliar de Enfermagem, Cícera Maria da Silva.

Em sua opinião, os candidatos deveriam ser contra esse tipo de publicidade. “Os cavaletes causam um impacto muito grande à paisagem urbana”. Para o poeta Francisco de Assis Silva, esse tipo de produto não serve para nada, apenas para poluir a cidade. “Não serve para nada. Os candidatos deveriam doar para servir como lenha nas padarias”.

O estudante Luís Júnior diz que os cavaletes servem apenas para atrapalhar o trânsito e que muitas vezes os motoristas não observam o material. “Não acho certo, pois polui a cidade e ainda não apresenta as propostas dos candidatos”, finaliza.
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comentarioscomentários
Amélia Mesquita - 04.10.2008 - 10:55h
A única solução para esse problema é a proibição total de propagandas de rua, pois além do impacto, da poluição visual, tira a visibilidade do motorista.

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