04/08/2008 - 09h19 Atualizada em 04/08/2008 - 12h54 Efrém Ribeiro
Jornal Meio Norte / meionorte.com
A rua Francisco Mendes, no Bairro Cabral, na zona Norte de Teresina, voltou a afundar ainda mais no final de semana, causando pavor nos moradores da região. Os geólogos tinham colocado fitas adesivas nas fissuras do asfalto da rua para medir se o solo cederia mais ainda ou não.
Até a manhã de sábado as fitas adesivas não tinham rompido, mas ontem estavam todas cortadas, o que confirma os depoimentos dos moradores de que o local continua cedendo, apesar da forma lenta.
A dona-de-casa Gracilene Mourão disse que ontem foram abertas novas fendas no asfalto e calçadas de residências ainda não atingidas começaram a quebrar e a rachar. “As rachaduras estavam estáveis, mas agora voltaram a aumentar em número e profundidade”, falou Gracilene
Mourão.
Por causa da volta do afundamento da Rua Francisco Mendes, os moradores que ainda não saíram do local e se estavam resistindo, agora pretendem sair de suas residências. Na quinta-feira e na sextafeira, a aposentada Maria de Jesus Soares, de 87 anos, não pensava em sair de sua residência, que fica na quadra onde ocorreu o incidente, mas confessou ontem que vai esperar hoje a chegada da assistente social da SDU Centro-Norte (Superintendência de Desenvolvimento Urbano)
para informar que pretende se mudar.
“Eu já não consigo dormir durante a noite com medo de desabamento de minha casa, que é de taipa e, por isso, é mais frágil”, falou Maria de Jesus Soares, que já percebeu rachaduras em sua residência. “Está cedendo o solo e estou com muito medo. O jeito é largar a casa porque vai cair em cima da gente”, disse Maria de Jesus Soares.
O motorista Lindomar Ferreira da Cunha Silva falou que sua casa também está cedendo e vai procurar ajuda da Prefeitura de Teresina para se mudar. “Eu vou procurar a Prefeitura porque o terreno de minha casa voltou a ceder e de forma mais rápida”, declarou Lindomar Ferreira.
Ele falou que está morando na casa de um amigo no Bairro Cabral, em rua ao lado da que afundou. A Prefeitura de Teresina está pagando R$ 415, o valor de um salário mínimo para as famílias que estão com suas
casas interditadas porque ficaram rachadas e estão escoradas com estacas.
Os moradores estão fazendo mutirão para que os assaltantes não invadam as casas deterioradas e ameaçadas porque mesmo tirando os móveis mais valiosos ficaram objetos e material nas residências durante a mudança porque não caberiam nas habitações que alugaram ou estão
dividindo com outros integrantes de sua família.