Um alto funcionário do Senado Federal está sendo acusado na Delegacia de Polícia de São Sebastião (30ª DP) de exploração sexual de adolescentes de baixa renda. O funcionário de um dos gabinetes da Casa teria pago para manter relações com meninas de 14 e 16 anos.
Depoimentos das próprias adolescentes e de porteiros do prédio onde mora o acusado, na Asa Sul, fazem com que o delegado considere o caso já resolvido.
“São provas testemunhais irrefutáveis. Tenho certeza do envolvimento”, resume André Victor do Espírito Santo, titular da 30ª DP. O servidor, que é advogado, nega todas as acusações e se diz vítima de uma armação.
A delegacia entrou no caso no dia 21 de agosto, quando a mãe de uma menina de 14 anos deu queixa de seu desaparecimento.
“Ela chegou em casa com uma série de produtos caros e a mãe quis saber a procedência. Ao descobrir que ela havia recebido dinheiro por sexo, essa mãe reagiu muito mal e a menina, assustada, fugiu. Ficou quatro dias na casa de amigos”, relata o delegado. “Quando ela voltou foi ouvida na Seção de Atendimento à Mulher (SAM) e nos contou tudo. Fomos, então, atrás de outras adolescentes e montamos a história”, completa.