A importância de uma refinaria para o Ceará está diretamente ligada aos efeitos econômicos advindos com o empreendimento. Entre os principais indicadores para o clima de expectativa em torno do projeto, o diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Marcos Holanda, aponta que a fase de construção do empreendimento deve alavancar o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado em cerca de 2%. ´Esse percentual não é pouco´, avalia. ´A obra vai demandar a contratação de pessoal e aquisição de material de construção civil´, aponta.
Análises do setor produtivo e de economistas para a refinaria são positivas, assim como os exemplos observados em outros estados brasileiros após a instalação de uma usina de refino de petróleo. Neste cenário, há uma ansiedade e expectativa pela concretização da tão prometida refinaria no Estado.
As otimistas projeções de desenvolvimento e crescimento da economia local levam em conta o tamanho do projeto. A unidade Premium 2 da Petrobras será a 4ª maior refinaria do País, com a capacidade de refino de 300 mil barris de petróleo por dia.
A concretização desta promessa se inicia hoje com a assinatura do Protocolo de Entendimentos (pré-contrato) entre o presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, e o governador do Ceará, Cid Gomes, e representantes da Cearáportos e Companhia de Gás do Ceará (Cegás), que ocorre durante o lançamento do Terminal de Regaseificação de GNL de Pecém.
O empreendimento conta com investimentos na ordem de US$ 11,1 bilhões. O início da produção da refinaria será em setembro de 2014, quando começa a fase I com produção de 150 mil barris por dia.
A segunda fase, também para produção de 150 mil barris por dia, será em setembro de 2016. A refinaria produzirá, principalmente, óleo diesel para exportação, e QAV, nafta, GLP e bunker para o mercado interno. A produção de diesel será em torno de 50% de toda a produção da refinaria.
As expectativas criadas em torno da refinaria passam pela possibilidade de atração de pólo petroquímico para o Ceará, o que impulsionára o desenvolvimento e crescimento da região, com maior oferta de emprego e aumento da renda salarial.
Impacto com produção
Na fase de produção, o faturamento da refinaria deve representar 45% do atual PIB do Estado, o que significa pouco mais de R$ 21 bilhões anuais. Outro índice mostra que a usina deve gerar cerca de 90 mil postos diretos e indiretos no Estado.
Marcos Holanda é cauteloso ao analisar o impacto do empreendimento na economia local. ´É uma obra importante, que abre a possibilidade de desenvolvimento da cadeia produtiva do pólo petroquímico. Esta é uma das grandes expectativas´, destaca. Para ele, o ´empreendimento âncora´, como diz, pode levar o Ceará pelo mesmo caminho que descolou a economia da Bahia do Nordeste. ´Se for viabilizado o pólo petroquímico, o Ceará pode repetir o modelo baiano´, comenta o economista, em referência ao exemplo de Camaçari. ´Isso depende da conjuntura internacional, quando a refinaria começar a operar, ou seja, da demanda por produtos petroquimicos, além de apoios dos governos federal e estadual´, avalia. ´Hoje, a tendência é boa para este mercado´.
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