A TAM vai procurar repassar aos preços das passagens, ao menos parcialmente, o impacto que o aumento dos custos dos combustíveis está causando em suas contas. O plano da companhia aérea para este ano é elevar em 7% o chamado yield (quanto cada passageiro paga por cada quilômetro voado) nos vôos domésticos.
Nos vôos internacionais, o crescimento buscado é de 5% em dólar, informou nesta terça-feira (13) o vice-presidente de finanças e relações com investidores da TAM, Líbano Barroso. Parte desse aumento será obtida com reajuste de passagens.
"É desafiador, não é fácil", resumiu Barroso, lembrando que o processo tem de ser conduzido de forma a não afetar a taxa de ocupação da companhia. Em teleconferência para comentar o balanço do primeiro trimestre, o executivo afirmou que a recomposição de preços já começou no período abril-maio, mas ocorrerá no decorrer de todo o ano.
"Faz parte da nossa estratégia estimular a demanda com preços adequados", acrescentou. Barroso disse que em 2007 a TAM praticou preços no mercado doméstico 19% menores do que em 2006. Contabilizando-se uma inflação de 4%, os preços reais teriam fechado o ano passado cerca de 23% abaixo de 2006.