02/08/2008 - 13h23 Atualizada em 02/08/2008 - 13h28 Portal de Picos
Embora os números ainda não sejam precisos, já é grande o número de trabalhadores em situação degradante no Piauí que vêm de outros Estados.
Segundo a Coordenadora de Fiscalização do Trabalho Escravo no Piauí, Soraya Moutinho, é cada vez maior a vinda destes trabalhadores e as autoridades responsáveis pela fiscalização já estão preocupadas.
De 2004 a 2008, foram registrados 14 casos de trabalho escravo. O último caso registrado, pelo Ministério do Trabalho Escravo (MTE), foi em junho de 2008, onde 35 pessoas foram resgatadas de uma carvoaria que funcionava numa cidade no Sul do Estado.
"O destino dessas pessoas, na maioria das vezes, são as Fazendas de Soja, Carvoarias, localizadas na região do Uruçuí, Ribeiro Gonçalves, Jerumenha. Nessas fazendas, a situação de vida é precária, falta alojamento, higienização, conforto, falta equipamentos de segurança, carga horária excessiva", disse Soraya Moutinho.
Exportador de trabalhadores escravos
Soraya Moutinho informou ainda que o Piauí é terceiro Estado exportador de mão-de-obra escrava do país. A maioria das pessoas é iludida pelos "gatos", como são conhecidos os empregadores, com falsas promessas de trabalho digno e aceitam sair de sua cidade ou até mesmo do Estado, sem proteção jurídica e acabam tornado-se trabalhadores escravos.
Repressão
As ações de repressão ao trabalho escravo iniciam sempre por uma denúncia, na maioria das vezes, feita por um trabalhador fugitivo. Depois a denúncia é confirmada e é feito o resgate o mais rápido possível com o acompanhamento policial.
"O empregador é notificado a pagar todos os direitos dos trabalhadores e depois é feito um relatório que é encaminhado às autoridades competentes, no caso Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal, e é feita a autuação administrativa e penal", falou a coordenadora.