Um fato inusitado está chamando à atenção da população de Canindé, cidade que tem na religiosidade a sua identificação para o mundo. A denúncia da doméstica Maria de Fátima Uchoa Sousa que perdeu o seu marido Raimundo Martins de Sousa, sepultado em janeiro deste ano, em um cemitério localizado na comunidade de Serra Branca, no Distrito de Varzante do Curu, mudou a rotina das autoridades religiosas, políticas e policiais do Município, que preferem analisar com cautela o fato.
Segundo Maria, sepulturas estão sendo violadas e objetos dos mortos furtados. Ela procurou a Imprensa para denunciar o fato, que gerou comentários nas ruas da cidade.
Os túmulos são abertos e os ladrões levam o que bem entendem. O coveiro Francisco Flávio Sousa, não sabe explicar os motivos desse vandalismo e culpa a falta de estrutura do local pelo acontecido. ´´Eu não sei o que está acontecendo aqui. Ninguém escuta nenhum movimento e nem tão pouco o ronco de motores de veículos ou motos. Era bom que a polícia fizesse uma investigação bem aprofundada sobre o que está acontecendo aqui´´, conta.
A equipe do Diário do Nordeste pôde constatar que vários túmulos foram violados e os pertences dos mortos sumiram. Um exemplo está na sepultura de Terezinha Martins de onde sumiu tudo o que a família colocou no caixão dia do enterro da mulher.