O mês de agosto é marcado pelo reinício das aulas nas escolas públicas e particulares da cidade. Com isso, cresce neste período o movimento nas
papelarias e livrarias de Teresina. Segundo Jocinéia Oliveira, supervisora de vendas de uma papelaria localizada no centro, todos os anos as vendas crescem cerca de 70% a 80% entre a última semana do mês de
julho e as duas primeiras de agosto.
Ela explica que normalmente as vendas permanecem em alta até o início da aulas. “Alguns colégios reiniciam as aulas bem no início de agosto, outros somente na primeira ou segunda semana do mês. Então, normalmente as vendas permanecem altas até que todos os colégios
retornem o período letivo, o que acontece lá pela segunda quinzena de agosto”, conta Jocinéia.
Ela explica que essa alta das vendas no retorno das aulas se dá em decorrência da reposição de materiais pessoais. “Cadernos, canetas, lápis
e borracha são os materiais que saem mais. Normalmente são materiais que se esgotam no primeiro semestre ou são perdidos durante as férias,
e precisam ser repostos no reinício das aulas”, diz.
Foi o que aconteceu com os lápis de cor, estojo e canetas de Gabriela Azevedo, de 11 anos. A mãe, Fernanda Azevedo, explica que a filha usou os lápis para colorir desenhos durante as férias e perdeu as
canetas e o estojo em brincadeiras na casa de colegas.
A supervisora de vendas Jocinéia Oliveira lembra ainda que este ano, as
vendas estão apresentando um perfil diferenciado dos anos anteriores. “Normalmente, nesta época, só vendemos canetas, lápis, borrachas, cadernos, enfim produtos que se esgotam com o uso rapidamente. Mas este ano, além das vendas estarem acima dos outros anos, a procura está
grande por mochilas, lancheiras e pastas para arquivo”, ressalta.
Segundo ela além de representar um aumento no consumismo, essa mudança de perfil pode estar sendo causada pela mudança de colégios no meio do ano. “Chega no meio do ano e a criançada não quer mais a mesma mochila que usava no começo, pois o personagem que estampa
as mochilas não é mais o herói que eles querem. Isso obriga os pais a comprarem novos produtos. Outra questão é a mudança de colégio. Os pais acabam se obrigando a mudar todo o material, para que o filho inicie o colégio com tudo novo”, explica a supervisora.