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••• atualizado em 02 de Fevereiro de 2014 às 07:09

142 pessoas são atendidas em Mutirão de Hanseníase em nove unidades de saúde

PUBLICADO POR

Samara Costa


Repórter
142 pessoas são atendidas em Mutirão de Hanseníase em nove unidades de saúde
Pessoa faz teste. Foto: Reprodução

Até o meio-dia de ontem, Mutirão de Hanseníase atendeu 142 pacientes diagnosticando seis casos da doença. Nove unidades de saúde da capital realizaram atendimento até às 18h. No ano passado foram diagnosticados em Teresina 378 novos casos de hanseníase.

Desses, 53% são da forma mais avançada da doença, a multibacilar. De cada 100 mil habitantes, 42,5 casos são detectados. Diante disso a Prefeitura realiza esta campanha para mostrar que a hanseníase tem cura.

No Unidade Básica de Saúde (UBS) do Monte Castelo, o Lar de Betânia, a enfermeira Joana Lima e o médico infectologista Kelsen Eulálio estavam responsáveis pelo atendimento aos pacientes com suspeita de hanseníase.

Segundo o médico, foram realizados exames testes de sensibilidade com água morna e água fria para testar a sensibilidade da pele onde há manchas suspeitas.

Ele explica que se algum caso de hanseníase for diagnosticado, o paciente inicia o tratamento já no posto de atendimento com a medicação fornecida pela rede pública. Ele explica que até 05 lesões na pele correspondem a forma paucibacilar, cujo tratamento é realizado com 02 tipos de medicamentos, que são administrados por um período de 06 meses, quando geralmente a doença é curada. Acima de 05 lesões já configura a forma multibacilar que é tratada com 03 medicações pelo período de um ano. Estes medicamentos são distribuídos pelo SUS e não podem ser vendidos.

A enfermeira Joana Lima complementa as informações e destaca que o tratamento é fundamental, pois evita a transmissão da doença quanto mais cedo, ela for tratada. Segundo ela, na forma paucibacilar, nos primeiros 15 dias de tratamento o contágio reduz significativamente. ?Os riscos de transmissão diminuem bastante, 15 dias após o tratamento, porque o número de bacilos diminui?, afirma.

De acordo com a enfermeira, nos casos paucibacilares, é necessário examinar todas as pessoas próximas ao paciente. Já que a transmissão da hanseníase pode ocorrer até pela fala, pois o contágio se dá entre as pessoas com que se tem contato íntimo e prolongado. Joana informa que geralmente investigando parentes de pacientes paucibacilares, encontra-se o foco da doença, um paciente multibacilar, que já está em estágio avançado sem saber da doença, que demora cerca de 02 anos a manifestar sintomas.

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