3,3 milhões mudam de operadora e mantêm número

3,3 milhões mudam de operadora e mantêm número

77,3% dos pedidos de portabilidade foram atendidos

Segundo dados divulgados hoje pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações), durante todo o ano de 2009, 3,28 milhões de pessoas trocaram de operadora e mantiveram o mesmo número.

Considerando um total de 211 milhões de usuários do serviço no Brasil, as quase 3,3 milhões de migrações feitas em 2009 correspondem a 1,56% do universo de telefones do país.

Foram 4,24 milhões de pedidos, o que significa que 77,3% dos pedidos de portabilidade foram atendidos. Mas, segundo a ABR Telecom, o cálculo simples entre migrações pedidas e concluídas não representa a eficiência da portabilidade no Brasil.

De todas as transferências de operadora de telefonia feitas no ano passado, 70% foram de usuários de telefones móveis e 30% de clientes de telefones fixos.

Em dezembro, a ABR Telecom registrou o maior número de pedidos e efetivações de portabilidade numérica desde março de 2008, quando o serviço passou a existir no Brasil. Foram 465 mil pedidos de troca de operadora e 387 mil migrações.

Os número de dezembro registraram 77,1 mil transferências a mais do que em novembro. Em maio de 2009, quando o serviço de portabilidade alcançou todo o país, foram 285,5 mil trocas.

O mês de agosto foi o que mostrou o maior volume de transferência em telefonia fixa, registrando 101,8 mil migrações concluídas. Dezembro foi recorde para a telefonia móvel, com 296,2 migrações.

Eficiência

Ao longo do ano, o sistema de portabilidade numérica manteve um índice de eficiência de cerca de 92%, número que a associação celebra como um "alto padrão de performance".

Para avaliar a eficiência ao atendimento do usuário, são considerados fatores como as solicitações prontas aguardando o agendamento, os pedidos em processamento dentro do prazo regulamentar, as desistências de portabilidade por parte do usuário e a apresentação de documentação conforme o modelo brasileiro determina.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br