44% das mortes em rodovias no PI são com motos; 62 já morreram

A imprudência dos motoqueiros e o não uso do capacete são as principais causas.

Na procura de uma maneira mais barata e rápida de se descolar, fugindo dos grandes congestionamentos e dos transportes públicos, muitas pessoas optam em conduzir motocicleta. Até aí tudo bem.

Mas o que vem acontecendo é que a maioria dos condutores não usa os equipamentos de segurança (capacete) e muitos outros nem sequer possuem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por conta disso, o número de acidentes causados por motos é bem elevado.

No Piauí, o número de acidentes envolvendo motocicletas que foram registrados este ano é de 564. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, um total de 62 pessoas já perderam suas vidas em acidentes de moto em 2012 e pelo menos 44% delas morreram em acidentes de moto nas estradas federais próximas a região de Picos, principalmente na área urbana do município.

?Este ano já foram contabilizados 564 acidentes, com 574 feridos e 62 vítimas fatais. Fizemos um cálculo e obtivemos o resultado de que para cada nove acidentes de moto, existe uma vítima fatal?, coloca o inspetor da PRF, Raimundo Rameiro, ao comentar que a falta do capacete é um dos principais motivos dessas mortes.

Segundo o inspetor, a imprudência dos motoristas e pela moto ser um veículo de mais fácil mobilidade, vem aumentando o número desses transportes nas cidades e em consequência o número de acidentes.

?Na cidade de Picos, muitos condutores aceleram demais, passam o sinal vermelho, conduzem por cima das calçadas e de maneira inadequeada, por isso o município apresenta um grande número de colisão entre motos e outros veículos?, explica Rameiro.

Picos é um dos 9 municípios que possuem a municipalização do transito, mas mesmo assim as leis não são respeitadas. ?A situação dos municípios é bem complicada.

Quando a fiscalização está bem perto as pessoas não obedecem, imagine nessas cidades em que ela não existe. É preciso que os gestores criem seus órgãos de trânsito para que esse problema seja amenizado?, finaliza.

Fonte: Aline Damasceno