600 pessoas esperam por transplante de órgãos no PI

Em 2013, 185 transplantes foram realizados, mas o número ainda está bastante abaixo do ideal

Apesar do aumento do número de transplantes realizados no Piauí nos últimos anos, a fila de pessoas que esperam por um órgão ainda é bastante longa.

Hoje, 350 pessoas esperam por um transplante de córnea e mais 250 aguardam um rim, o que totaliza uma lista de cerca de 600 pessoas. Em 2013, já foram realizados 185 transplantes desses órgãos.

Apesar de essa lista ainda ser grande, os dados mostram que o número de transplantes e captação de órgãos no Estado está crescendo. No ano passado foram realizados 204 transplantes e este ano já foram registrados 185. Além disso, a retirada de múltiplos órgãos também avançou. No ano passado foram realizadas dez, este ano já foram 13.

Para que esses dados continuem positivos, a Secretaria da Saúde do Piauí (Sesapi), através da Central de Transplantes do Estado, está realizando, durante toda a semana, atividades em comemoração à XIII Campanha Estadual de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes.

O tema deste ano é: Doação de Órgãos - Uma Torcida pela Vida. A programação segue até o dia 27 de setembro com visitas a várias unidades de saúde da capital.

A gerente estadual de Transplantes, Maria de Lourdes Veras, explica que este ano um dos focos da campanha é a capacitação dos profissionais de saúde, para que eles sejam aliados das equipes de captação de órgãos dentro dos hospitais.

?Nossa equipe de captação de órgãos está junto das famílias, realizando um trabalho de apoio e de captação dos órgãos dos parentes falecidos, mas hoje só temos uma equipe fixa no HUT e ainda não temos como ter uma equipe dessa em cada hospital e por isso precisamos do apoio desses profissionais que estão diariamente nos hospitais?, pontuou.

Essa capacitação já vem acontecendo há alguns meses e não deve parar nessa XIII campanha. Isso, somado aos avanços no diagnóstico de morte encefálica, com a compra de aparelhos modernos, tem feito avançar o número de captação e transplante.

Fonte: Pollyana Carvalho