Advogado brasileiro cria solução caseira e economiza 300 litros de água

O “armengue” foi batizado desta maneira porque o falecido pai do inventor se referia desta forma para tudo aquilo que era improvisado ou genérico.

O advogado Lourival Oliveira Monteiro Filho, de 44 anos, tentou criar uma solução caseira para tentar combater a falta de água no Rio de Janeiro. Um sistema de captação e reaproveitamento de águas foi elaborado pelo morador de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O “armengue” é um sistema adaptado por Lourival que consegue economizar cerca de 300 litros de água.

“É algo muito simples. Na parte externa da minha casa tem um telhado muito amplo, então adaptei um balde com um cano que leva a água acumulada das chuvas para um filtro na piscina. Depois que a água é levada para a piscina, eu uso alguns produtos e aspiro para tirar as impurezas. Em seguida, uma tubulação que eu adaptei leva para um reservatório. Se a gente não estivesse passando por essa crise, essa água que eu tiro da piscina seria jogada fora”, disse.

O advogado lembra que no início do verão não lavava o quintal com mangueira, apenas varria e passava panos úmidos. Após pesquisar na internet e assistir algumas reportagens, teve a ideia de adaptar sua casa com materiais simples. O “armengue” foi batizado desta maneira porque o falecido pai do inventor se referia desta forma para tudo aquilo que era improvisado ou genérico.

“O meu pai sempre chamava de ‘armengue’ algo que fosse improvisado, então adotei este nome. Essa água que eu recolho, posso reutilizar. É uma água suja para algumas pessoas, com algumas impurezas, mas que pode ser usado para outras coisas”, afirmou.

Preocupação com doenças

Além de se prevenir contra a falta de água, Lourival Filho também teve alguns cuidados para não propagar a dengue. No reservatório de água em sua casa, o advogado fez uma cobertura para evitar focos do mosquito da dengue. De acordo com ele, essa preocupação é necessária. “Fiz a cobertura no galão para não ter água parada, acho que isso é uma preocupação básica e que todos podem ter”, afirmou.



Fonte: G1