THE: Aguapés se proliferam em período seco

THE: Aguapés se proliferam em período seco

Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, esclarece que o fenômeno é causado pelo aumento de matéria orgânica

Um fenômeno que se repete todos os anos. Ao passar sobre o Rio Poti, já é possível ver um grande número de aguapés tomando quase todo o rio. O processo, chamado de eutrofização, ao mesmo tempo que causa espanto, provoca também a revolta de muitos que se comovem com a atual situação do rio.

Para a agente comunitária Gilsa Silva, que mora nas proximidades do rio, ver o Poti hoje nesta situação é de causar revolta. "Na época de minha avó, todos dependiam muito do rio e o utilizavam todos os dias.

Hoje nossa geração não consegue ver mais nem a cor da água. Isso é triste, pois no período sem água podíamos utilizar o recurso que está a nossa porta", comenta a agente.

Ao explicar a origem da situação, a coordenação de outorga, direito do uso da água, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, esclarece que este fenômeno é causado pelo aumento de matéria orgânica acumulada, advinda de esgotos e galerias que desembocam no rio.

"Este é um fenômeno que não existe como conter e é agravado principalmente pela sujeira desembocada nos rios. Somente na capital já foi registrado que só existe 17% de esgotamento sanitário, fato que colabora ainda mais para estes altos índices de poluição", ressalta a coordenação.

De acordo com Demócrito Barreto, Superintendente de Recursos Hídricos da secretaria, o processo é recorrente na capital, no entanto está mais ameno este ano.

A única solução encontrada, portanto, para que este fenômeno continue a diminuir é a limpeza urbana. "A limpeza urbana é essencial, para tanto, devem ser eliminados os pontos de lançamento orgânico dentro do rio e o trabalho de limpeza deve ser melhor monitorado", aponta o superintendente.

Além do trabalho a ser realizado pelas instituições no sentido de diminuir esta proliferação, a população também deve colaborar com a preservação dos rios.

"Neste momento só nos resta esperar pelo período chuvoso, para que a água carregue estas plantas. Porém, enquanto isso, todos devem se conscientizar sobre a situação do Poti e enxergar que também podem estar contribuindo para este fenômeno", conclui Demócrito.

Fonte: Thauana Cavalcamte e Gilson Rocha