Agulha atinge válvula do coração de menino de 2 anos na Bahia

Os médicos ainda precisaram quebrar uma outra agulha que poderia atingir nervos e artérias

O menino de 2 anos que tem agulhas pelo corpo e está internado em Salvador vai precisar de acompanhamento médico durante cinco anos. Segundo os médicos, uma das válvulas dele foi atingida.

Na segunda-feira (28), ele passou pela terceira cirurgia de retirada dos objetos metálicos em dez dias. Uma das agulhas estava perto da sétima vértebra e foi retirada com a ajuda de um microscópio. Ela poderia prejudicar os movimentos da criança.

Os médicos ainda precisaram quebrar uma outra agulha que poderia atingir nervos e artérias importantes se fosse retirada inteira.

s objetos que permaneceram no corpo não oferecem risco imediato e a equipe que atendeu o garoto diz que eles podem ser retiradas mais tarde. A previsão é que a vítima receba alta em até 15 dias.

O menino passa bem e resistiu a três cirurgias sem problemas neurológicos. O momento mais delicado, por enquanto, foi a retirada da agulha que estava no coração. Por causa dela, o garoto vai ter que ser acompanhado de perto nos próximos anos. O diretor médico da unidade de saúde, Roque Aras, diz que será necessário realizar ecocardiograma a cada semestre. De acordo com o especialista, a válvula mitral teve uma lesão e foi reparada, mas necessita de controle.

Tratamento e investigação

O garoto foi levado a uma unidade de saúde de Ibotirama (BA) depois de reclamar de dores na barriga. Um exame mostrou que ele tinha várias agulhas espalhadas pelo corpo. A vítima foi internada em Barreiras (BA) e, depois, transferida para Salvador.

Segundo a polícia, o ex-padrasto do menino confessou o crime. Ele disse à polícia que teve ajuda de duas mulheres. O homem teria afirmado que enfiava as agulhas no corpo do menino como parte de um ritual religioso.

Se comprovada a culpa, ele deve ser responder por tentativa de homicídio qualificado. O inquérito foi concluído na segunda-feira e deve ser encaminhado à Justiça.

Fonte: g1, www.g1.com.br