Ameaça de bomba em voo Rio-Paris foi alarme falso, diz Air France

PF ainda analisa aeronave e, por isso, Infraero não descartou a suspeita

A Air France informou neste domingo (11), por meio de sua assessoria de imprensa, que a ameaça de bomba no voo Rio-Paris, que fez um pouso não programado no Recife (PE) por conta da suspeita, foi alarme falso.

A Infraero, responsável pelos aeroportos brasileiros, disse, porém, que a Polícia Federal ainda não terminou a inspeção das bagagens e da aeronave, o que deve ocorrer somente por volta das 14h. Portanto, disse a assessoria da Infraero, ainda não é possível descartar a suspeita.

A Air France remarcou o voo , de número 443, que sairá da capital pernambucana às 20h10 deste domingo. A previsão é de que chegue a Paris às 9h50, no horário local.

Apesar de descartada a suspeita de bomba pela empresa, o voo só sairá somente à noite porque a tripulação que estava no voo ultrapassou a carga horária permitida pela regulamentação. De acordo com a empresa, eles estão descansando e darão continuidade ao voo.

A aeronave, que saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris com 405 passageiros e 18 tripulantes, pousou na capital pernambucana devido a uma suspeita de bomba às 19h53 desábado.

Às 5h30 de domingo, de acordo com a Infraero, 60% das bagagens já haviam passado pela inspeção minuciosa dos policiais federais. Duas horas antes foi divulgado que não foi encontrado nenhum artefato dentro da aeronave ? além da cabine de passageiros, houve uma varredura no compartimento de bagagens e na fuselagem do avião.

No começo da manhã, alguns passageiros ainda se encontravam no aeroporto, mas grande parte já havia sido encaminhada a hotéis do Recife e cidades vizinhas, enquanto não há confirmação sobre a continuidade do voo.

Programa de segurança

Em nota oficial divulgada em conjunto no final da noite, Infraero, o II Comando Aéreo Regional, da Aeronáutica, e Polícia Federal afirmaram que foi "acionado o Programa de Segurança do Aeroporto e ativado o Centro de Operações de Emergência" para gerenciar a situação, com o "posicionamento da aeronave em área remota, desembarque imediato de todos os passageiros e reinspeção de todos os passageiros e bagagens de mão". O aeroporto chegou a ficar fechado por 30 minutos.

À 1h, enquanto policiais federais ainda vistoriavam a aeronave com a ajuda de cães farejadores, os passageiros passavam novamente as bagagens de mão por aparelhos de raio X e eram entrevistados, um a um, por policiais.

À 1h30, a Infraero informou que os passageiros seriam levados a hotéis. Como a Air France não tem escritório no Recife, duas companhias trabalharam para acomodá-los.

Fonte: g1, www.g1.com.br