Apenas 29,2% dos magistrados aprovam condições de trabalho no Piauí

Em todo o Brasil, 10.796 dos 16.812 magistrados em atividade prestaram informações ao Conselho

Realizado pela primeira vez, o Censo do Poder Judiciário foi divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça neste mês, apontando um diagnóstico dos servidores e magistrados que atuam nessa esfera no país. No trabalho de captação dos dados, realizado durante todo o segundo semestre do ano passado, pode-se identificar os índices de satisfação, motivação na carreira e escolha profissional, viabilizando ainda uma análise sobre a atuação dentro de cada órgão, especificando as horas trabalhadas e a aprovação quanto as condições abrangidas. No Piauí, 83,8% dos magistrados responderam aos relatórios sugeridos pelo CNJ, o índice é considerado bom, estando acima da média nacional que foi de 64%. Em todo o Brasil, 10.796 dos 16.812 magistrados em atividade prestaram informações ao Conselho.

Desse modo, o Censo do Poder Judiciário revela que o Tribunal de Justiça do Piauí é dominado por homens, representando 75,9% do magistrado contra apenas 24,1% de mulheres. Destes, 75,1% estão casados ou em união estável com pessoa de outro sexo e 2,8% com uma pessoa do mesmo sexo. Na especificação da cor ou raça, 60% dizem ser brancos e 40% negros, sendo a totalidade de brasileiros natos. Seguindo no detalhamento do Censo, apenas 1,4% dos magistrados piauienses possuem alguma deficiência.

Em relação ao cumprimento da função, a jornada diária atinge a média de 9 horas e 15 minutos trabalhados. O índice de magistrados que ocuparam cargos públicos anteriormente também é alto, atingindo o índice de 80%. Os piauienses também demonstram estar insatisfeitos com as condições de trabalho e as instalações físicas, o índice de aprovação atinge apenas 29,2%, sendo o menor índice registrado em todo o país.

Magistrados piauienses se sentem inseguros

O mapeamento realizado pelo CNJ ainda impõe que os magistrados piauienses não estão satisfeitos com o modo como o tribunal atua em relação a segurança de pessoal, aprovada por apenas 4,9%. Quando o questionamento se volta para a segurança nos locais de trabalho, o número sobe para 10,3%.
Outro ponto abordado pelo Censo do Poder Judiciário condiz com a remuneração, nesse sentido, 45,5% dos piauienses consideram o salário justo para o trabalho que executam. Sendo assim, 67,4% demonstram satisfação com a carreira da magistratura e 75,5% com o resultado dos trabalhos prestados aos cidadãos. Para esses profissionais, contudo, o número de servidores da unidade judiciária que trabalham deveria ser acrescido, apenas 21,4% estão satisfeitos com o quadro atual.

A qualificação na unidade judiciária também foi alvo do relatório do Conselho Nacional de Justiça, recebendo a anuência de apenas 39,3%, ou seja, evidenciando que deveria ser ampliado este aspecto. Para a maioria o sistema do processo eletrônico adotado pelo tribunal deve melhorar, tendo em vista que a aprovação se restringe a 40,8% dos magistrados questionados.

Por fim, a concordância com alguns pontos de importante valia são abarcados pelo Censo, neste domínio, os magistrados piauienses revelam que são favoráveis ao estabelecimento de metas de produtividade (78,3%) e aos cursos de aperfeiçoamento intermediados pelo TJ-PI (79,6%). Apesar disso, para eles, o volume de trabalho não permite que as tarefas sejam concluídas na jornada regular, tendo em vista que apenas 14% concordam com a proposição contrária.

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Fonte: Pollyana Carvalho e Francy Teixeira