Após denúncias, comandante rebate acusações; saiba

Após denúncias, comandante rebate acusações; saiba

Comandante afirmou que não existem viaturas paradas por falta de motoristas com habilitação para dirigi-las, conforme foi denunciado

Depois das denúncias divulgadas na imprensa a respeito de viaturas que estariam paradas por conta da falta de motoristas com CNH válidas, o comandante dos bombeiros no Piauí, coronel Manoel Bezerra dos Santos, respondeu às acusações feitas pela Associação do Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Piauí (ABMEPI).

Segundo ele, as viaturas estão operando sem problemas. ?Temos motoristas devidamente habilitados. E os que estão com a CNH fora de validade não estão sendo escalados.

Nossa preocupação é executar as atividades em conformidade com a lei?, resumiu o comandante. Atualmente, o Corpo de Bombeiros dispõe de três viaturas de combate a incêndio (uma permanecendo na reserva), uma de resgate e uma de salvamento, além da plataforma mecânica (escada magirus).

O comandante também falou sobre a escala de serviço dos bombeiros, que também é alvo de reclamações.

?Gostaria de enfatizar que seguimos, atualmente, uma escala de 24h de trabalho e 72h de folga. Esporadicamente, alguns militares são escalados em escala planejada, na qual o comparecimento é voluntário. No entanto, o governo remunera essa atividade?, disse o Coronel.

Enfático, o comandante criticou a postura da ABMEPI. ?Entendemos que, dessa forma, a associação presta um desserviço à corporação?.

Déficit de bombeiros passa de mil

Ainda de acordo com o coronel Santos, o maior problema dos Bombeiros no Piauí se dá por conta da falta de pessoal. No entanto, ele acrescentou que esse é um problema que atinge não só ao Piauí, mas a outros estados do país - e apresentou um relatório de investimentos feitos pela corporação em 2012, documento que já foi encaminhado ao governador Wilson Martins.

"Nossa demanda diz que precisamos de 1.442 bombeiros, mas temos 370. No entanto, esse é um problema nacional.

Recentemente estive em Manaus (Amazonas), onde percebi um número de 593 bombeiros atendendo a uma demanda que pede pelo menos 3.700 deles. No Ceará a demanda é a mesma (3.700), e existem 1.530 bombeiros em atuação".

O relatório apresentado ao JMN pelo comandante mostra um investimento total de R$ 1,34 milhão no ano de 2012.

Esse valor, segundo o relatório, foi aplicado em diversos pontos: na formação de 31 novos bombeiros militares, na aquisição de dois quadriciclos (destinados ao litoral), aquisição de EPIs (equipamentos de proteção individual - capacetes, roupas de aproximação, luvas, botas), compra de duas viaturas de resgate, dois desencarceradores (usados para retirar vítimas das ferragens), compra de 800 fardamentos completos (cada bombeiro recebe dois fardamentos por ano).

Além disso, parte do dinheiro foi para reformas, informatização e compra de mobiliário.

Fonte: Dowglas Lima