Após vídeo de maus tratos contra cachorro, família se diz ameaçada

Após vídeo de maus tratos contra cachorro, família se diz ameaçada

A maior preocupação do marido é com a exposição que a família tem sofrido.

O marido da mulher que é investigada pela polícia do Rio Grande do Sul por maus tratos contra os filhos e animais, após a divulgação de um vídeo na internet, disse, nesta terça-feira, que tem recebido ameaças após as imagens que mostram um cachorro sendo agredido terem tido repercussão nacional.

?São ameaças pelo celular e pela internet. Ontem, recebi uma ligação de São Paulo, de uma pesquisadora, dizendo que eu deveria me mudar de planeta, porque tinham colocado detetives para me perseguir?, afirmou o marido, que só aceitou conversar mediante anonimato.

Ele nega que seus filhos tenham sido agredidos em algum momento, e justifica o ato da mulher a uma crise nervosa ocorrida no dia em que o vídeo foi gravado. ?Ela ganhou o cachorro de presente no dia das mães?, disse, explicando que o animal ficou três dias com a família, ?o menino tratava bem, chamava de fofinho, e ela tem ainda um neném de dois meses, o menino ainda usa fraldas, e a chegada do cachorro foi como se houvesse mais uma criança, ela ficou sobrecarregada como dona de casa e teve aquela crise?, justifica.

O marido disse que, ao ver as imagens, teve o mesmo sentimento que o resto do País. ?Fiquei muito brabo com ela... como o Brasil inteiro ficou, foi algo totalmente reprovável, fiquei chocado e triste de ver meu filho naquela situação?, afirmou, dizendo que o filho de 3 anos não lembra do que aconteceu, e ainda pergunta pelo cachorrinho, que foi resgatado e adotado por vizinhos.

A maior preocupação do marido é com a exposição que a família, - e principalmente, que seus filhos tem sofrido com o episódio. ?É muito difícil ouvir as pessoas chamando meu filho de filho do demônio?, disse, afirmando que a mulher reconheceu que errou, e que vai pagar pelos crimes que tiver cometido.

A família foi ouvida na manhã de hoje e foi encaminhada para receber atendimento psicossocial. A polícia segue com as investigações e deve ouvir os vizinhos que denunciaram maus tratos contra as crianças.

Fonte: Terra