Asfalto incompleto causa revolta aos moradores da zona Sul de Teresina

Asfalto incompleto causa revolta aos moradores da zona Sul de Teresina

Serviço de asfaltamento realizado pelo poder público não contemplou todas as residências da rua. Moradores não entendem por que a prefeitura não completou a obra

Os moradores da Rua Domingos Monteiro, no Bairro Monte Castelo, zona Sul da cidade, reclamam do serviço de asfaltamento da rua, realizado na semana passada. Apenas um pequeno trecho da via foi asfaltado e nesse trecho, cinco casas ficaram sem o asfalto, o que irritou tanto dos moradores dessas residências, como os seus vizinhos.

“Nós não entendemos o que aconteceu aqui. Eles vieram, asfaltaram esse trecho e essas cinco casas de um dos lados da via ficaram sem asfalto. O que mais causa espanto e revolta é o fato de a porta das cinco casas da frente ter recebido o asfalto essas outras, não, ficando o lado direito da rua com asfalto e o esquerdo não. Isso leva a crer que as casas foram excluídas por questões eleitoreiras”, especulou a moradora da Rua Adriana Lourdes.
A aposentada Socorro Silva, que mora em uma das residências localizadas no pequeno trecho sem asfalto, reclama que se sentiu excluída e ainda não entendeu o que aconteceu. “Se a prefeitura não tivesse trazido asfalto para a rua, eu não ia reclamar. O problema é que ela trouxe e não passou na frente da minha casa. Me senti discriminada.Isso foi uma humilhação para nós”, disse.

Os moradores do restante da rua também reivindicam asfaltamento para o trecho mais acima da via. Eles alegam que toda a rua deveria ser asfaltada, pois há três cadeirantes morando no local. A aposentada Antônia Rosa de Oliveira conta que desistiu de usar a cadeira de rodas e optou por usar muletas, quando precisa sair à rua, mas o perigo para ela é muito grande, por causa do calçamento irregular e dos buracos da rua. “Eu já caí, quando saí de muletas, quebrei minha perna e hoje está cada dia mais difícil sair de casa. Seria muito bom que esse asfalto também chegasse até nossas casas”, afirmou.

Já o também cadeirante Erisvaldo Pereira Silva afirma que não tem a mesma coragem de dona Antônia e o máximo que ele consegue é sair na calçada de sua casa. “Eu dependo da cadeira de rodas, mas também consigo me locomover com a ajuda de muletas, mas não tenho coragem de sair na rua, pois tem muito buraco e a muleta acaba ficando presa. Eu já cai várias vezes e só fiquei mais doente. Hoje não saio mais de casa”, lamentou.
A equipe de reportagem do Jornal Meio Norte entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH), mas, até o fechamento desta reportagem, não obteve nenhum retorno.

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Fonte: Pollyana Carvalho