Austrália confirma primeiro caso da gripe suína

O vírus dessa gripe já afetou 3.440 pessoas em 29 países, sendo que há 45 mortes

Uma mulher australiana do Estado de New South Wales testou positivo para a nova gripe do vírus A (H1N1), segundo informaram agências de notícias e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a agência de notícias Associated Press, ela ficou doente enquanto viajava para o exterior, mas já se recuperou. Foi o primeiro caso registrado no país.

O vírus dessa gripe já afetou 3.440 pessoas em 29 países, sendo que há 45 mortes segundo a OMS.

No Brasil, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou na noite desta sexta-feira (8) dois novos casos da gripe, aumentando para seis o número de doentes no país.

O Japão confirmou nesta sexta-feira (8) os três primeiros casos da nova gripe no país, segundo o Ministério da Saúde. Os três pacientes voltaram de Detroit, nos Estados Unidos, nesta sexta. Eles foram diagnosticados no aeroporto de Narita, em Tóquio.

Os pacientes são um professor de cerca de 40 anos e dois alunos adolescentes, naturais da província de Osaka, no centro do Japão.

Os três estão em um hospital, e outros 49 passageiros que desembarcaram no Japão no mesmo voo foram levados a uma instalação perto do aeroporto.

Morte no Canadá

As autoridades de saúde da província canadense de Alberta anunciaram nesta sexta-feira (8) a primeira morte de uma paciente que tinha o vírus da nova gripe.

A vítima é uma mulher de cerca de 30 anos e que não havia viajado para o México, foco da epidemia da nova gripe.

Segundo as autoridades, o papel desempenhado pelo vírus na morte da mulher ainda não estava claro.

Com isso, o Canadá torna-se o terceiro país a registrar morte relacionada à gripe, depois do México (44 casos) e dos EUA (2). O país tem 242 casos confirmados da doença.

Nível 5

A OMS informou que, apesar dos novos casos no Brasil e em outros países, vai manter o alerta de pandemia no nível 5 de um total de 6.

Sylvie Briand, diretora em exercício do programa de gripe da OMS, disse que a maioria das pessoas infectadas com o A (H1N1) ao redor do mundo "importou" o vírus do México ou pelo fato de ter ficado muito perto de quem esteve no país em que surgiu a epidemia.

"Ainda estamos no nível cinco", disse em entrevistas. "Não temos indício de transmissão comunitária."

Briand também disse que a América Latina está preparada para enfrentar a doença.

"Há bons laboratórios que podem detectar a doença e a região tem boa gerência de controle de gripes sazonais", disse.

Fonte: g1, www.g1.com.br