Bancários iniciam greve na próxima quinta-feira em THE

A direção do Sindicato dos Bancários do Piauí afirma que desde o mês de julho iniciaram-se as negociações com a classe patronal

Os bancários de Teresina decidiram na semana passada iniciar uma greve por tempo indeterminado, a partir de quinta-feira (19). A categoria rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 6,1%, sem aumento real.

A direção do Sindicato dos Bancários do Piauí afirma que desde o mês de julho iniciaram-se as negociações com a classe patronal, mas as propostas não avançaram, levando a categoria a cruzar os braços.

"Nós passamos o ano todo trabalhando para dar lucro aos bancos e quando pedimos um reajuste eles vêm com essa proposta. Não dá para aceitar isso. O reajuste que eles nos propuseram é menos do que a inflação", disse o presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, Arimateia Passos.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93%, 5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%; PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 5.553,15; piso de R$ 2.860,21, correspondente ao salário mínimo do Dieese;

Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 678 ao mês, valor correspondente ao salário mínimo nacional Além de recusar muitas dessas reivindicações, o presidente do sindicato afirma que a classe patronal sugeriu retrocessos em algumas conquistas já adquiridas pela categoria ao longo dos anos. "Nós precisamos de muitas melhorias nas áreas da saúde, segurança, qualidade de vida, dentre várias outras.

Os bancos não avançaram em nada e ainda quiserem nos tirar o que já conseguimos. Não dá para aceitar uma proposta assim", disse Arimateia.

Ele afirmou ainda que a população não será prejudicada com a greve, pelo menos nos primeiros dias do movimento.

Com a paralisação, vai parar o atendimento bancário ao cliente, mas o auto atendimento vai continuar acontecendo normalmente. Caso o movimento se prolongue, os transtornos podem começar a aparecer, como a falta de dinheiro nos caixas eletrônicos.

"Claro que movimentos como esse uma hora ou outra acabam atingindo a população, mas essa não é nossa intenção. Nós estamos buscando melhorias e espero que as pessoas entendam e fiquem do nosso lado.

Nossas conquistas também serão positivas para a população em geral, já que isso possibilitará melhor atendimento a eles e também mais segurança nas agências bancárias", encerrou.

Fonte: Pollyana Carvalho