Bebê com doença rara já respira sem aparelhos após cirurgia em São Paulo

Bebê com doença rara já respira sem aparelhos após cirurgia em São Paulo

Criança nasceu com uma doença rara no coração e foi operada no dia 8

O pai de Cauê, o bebê baiano que teve que ser submetido a uma cirurgia em São Paulo devido a uma doença rara, informou que a criança já respira sem a ajuda de aparelhos. Segundo o relato do pai, Cauê foi desentubado por volta das 12h deste sábado e deve sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Beneficência Portuguesa na próxima semana.

Cauê foi operado no dia 8 de setembro e, embora o procedimento tenha sido considerado complexo, os médicos ficaram otimistas sobre sua recuperação. A expectativa dos médicos e da família de Cauê é que ele continue reagindo bem ao pós-operatório, para passar por uma nova cirurgia quando completar quatro meses de vida. Aos dois anos, ele precisará de uma nova operação.

O caso

Cauê tem uma doença rara no coração, chamada hipoplasia. O lado esquerdo do coração dele é menor que o direito, o que impede que o sangue seja bombeado para o restante do corpo. O pai Alessandro Lima Ribeiro conta que o problema de saúde só foi detectado no segundo dia de vida do bebê. "Minha mulher teve uma gravidez super tranquila, os exames não apontaram nada disso", afirma. O menino, que tem pouco mais de um mês, foi transferido no dia 6 de setembro para São Paulo.

Alessandro lembra que quase 48 horas depois do parto cesáreo, realizado no dia 31 de julho, o casal se aprontava para deixar a maternidade do Hospital Português, em Salvador, quando a criança começou a apresentar sintomas de insuficência cardíaca, ficando com o corpo roxo e falta de ar.

"Minha mulher e Cauê já tinham recebido alta, inclusive, ele tinha mamado normalmente. A médica até hoje não sabe como ele encontrou forças para isso diante desse problema tão grave no coração. Quando vi ele daquele jeito, chamei os médicos e ele foi levado direto para a UTI", relata.

A cardiopediatra Zilma Verçosa, que fez o diagnóstico da doença em Cauê, explica que a hipoplasia poderia ter sido detectada através de um exame chamado ecocardiograma fetal. "A melhor maneira de se transportar uma criança nessas condições é na barriga da mãe, antes dela nascer", explica.

A especialista acrescenta que a maneira correta de tratar crianças com hipoplasia é quando elas já nascem em uma unidade especializada e passam por cirurgia nas primeiras horas de vida.

Segundo o pai de Cauê, na ultrassom morfológica, exame que apontaria a necessidade do ecocardiograma fetal, não houve indicação de que a mãe teria de passar por um novo exame. Alessandro e Tâmara não sofrem de doença cardíaca.

Fonte: G1