Brasil.Jus chega ao Piauí e mostra o trabalho de artesãos

Manifestações artísticas também foram mostradas

O Brasil.Jus desta semana chega ao Piauí. Nossa equipe desembarcou na capital, Teresina. Ela é a única cidade nordestina que não é banhada pelo mar, mas compensa a falta de praia com um deslumbrante fenômeno natural: o encontro das águas do rio Poty com o rio Parnaíba. Além da paisagem natural, o Brasil.Jus também conferiu as manifestações artísticas da cidade, que é embalada por diferentes ritmos como o bumba-meu-boi, o xote, o baião sapateado e o pagode do Amarante. E também registrou o trabalho de artesãos que transformam o barro em sofisticadas peças de cerâmica.

Na Casa de Justiça e Cidadania, que funciona no mesmo espaço do Centro Nacional de Cultura, o Brasil.Jus descobriu um trabalho da justiça voltado para melhorar a situação dos presos da cidade. A atuação conjunta de juízes e advogados visa diminuir a superlotação nos presídios e garantir a reintegração do condenado à sociedade. Você vai ver que no presídio de Teresina, a justiça de primeira instância fez uma parceria com uma fábrica de bicicletas. A empresa contratou 80 presos para montar rodas."Quando eu sair daqui vou levantar minha cabeça, seguir em frente e saber que o crime não compensa", diz Francisco Edivam, um dos montadores de bicicleta.

Na visita ao Piauí, a segunda parada do Brasil.Jus foi em Campo Maior. Chama a atenção na cidade o calor e a quantidade de motocicletas circulando: são oito mil pelos dados da Prefeitura. A cidade é cercada de carnaúbas, árvores que garantem o sustento de muitos agricultores com a extração da cera. Outra fonte de renda é a carne de sol: em toda esquina há um varal de carne. Você vai conhecer em Campo Maior a história da Batallha do Jenipapo: o levante de trabalhadores humildes contra tropas portuguesas que não aceitavam a independência do Brasil.

Nossa equipe conheceu na cidade o trabalho do juiz Edson Alves da Silva. Ele ajudou a criar um Conselho da Comunidade na Execução Penal: um esforço entre o judiciário e a população para dar um tratamento digno aos presos. Muitos conseguiram emprego, outros fazem cursos profissionalizantes e não se sentem mais rejeitados pela sociedade. Você vai ver que até um campo de futebol abandonado foi recuperado, graças ao Conselho da Comunidade. Juiz, voluntários e presos do regime semi-aberto trabalharam para que o espaço de lazer fosse garantido à crianças de uma escola pública.

Fonte: Carlos Rocha, Jornal Meio Norte