Burocracia e chuva afastam clientes da Curva São Paulo

Burocracia e chuva afastam clientes da Curva São Paulo

O que dificulta ainda mais a situação dos empreendedores é a burocracia para a realização de qualquer tipo de evento.

Os clientes do Balneário Curva São Paulo estão ficando a cada dia em menor número. Segundo os permissionários, essa situação tem se agravado neste mês de janeiro, devido às chuvas e à proibição de carros de som no local. De acordo com o empreendedor Luís Alves, a situação começa a ficar insustentável.

?Desde o dia 4 de janeiro recebemos um ofício do 8° Batalhão da Polícia Militar proibindo os carros de som no local e isso afasta nossos clientes, tanto os que têm carros como os que não

têm, pois o balneário ficou muito parado. Eles alegam que não pode ter barulho para não incomodar quem gosta de silêncio, mas nós temos dois espaços, um para os carros de som e o outro para os demais clientes?, disse.

Segundo o permissionário, o que dificulta ainda mais a situação dos empreendedores do local é a burocracia para a realização de qualquer tipo de evento no balneário. ?Como nós não podemos permitir os carros de som, poderíamos colocar músicas nas caixas de som ou até mesmo música ao vivo, mas para fazermos isso, temos que conseguir uma licença na SDU (Superintendência de Desenvolvimento Urbano) e tudo isso é burocracia, que dificulta qualquer ideia que posamos ter para chamar os clientes?, argumentou.

Outro problema, segundo os permissionários, é em relação ao teto dos bares, que está cheio de falhas e

não protege os visitantes das chuvas. ?Nós já reclamamos, mas a prefeitura disse que o teto é por nossa conta. Nós já fizemos alguns reparos, mas não foi o suficiente. Precisamos reformar tudo, para podermos garantir o conforto dos nossos clientes, mas não temos verba para isso. Os reparos que fizemos foram com muito sacrifício?, disse. ?Hoje, nosso único atrativo é o bom atendimento que oferecemos aos nossos clientes?, completou.

Fonte: Pollyanna Carvalho