Veterinária: Cão enterrado vivo por 12h já anda e come sozinho

O cachorro recebe soro, banhos terapêuticos duas vezes por dia, medicação e vitaminas para tratamento de sarna via oral


Cão enterrado vivo já anda e come sozinho, afirma veterinária

Uma semana depois de ser resgatado, o filhote que teria sido enterrado vivo por mais de 12 horas em Novo Horizonte, interior de São Paulo, já se alimenta e anda sozinho. Segundo a veterinária Viviane Cristina da Silva, o animal está melhorando. ?Titã sai andando e come sozinho a cada hora, quando depositamos a comida dele no recipiente?. Ela acredita que em breve o filhote já poderá receber alta. ?A melhora é tão grande que já estou pretendendo dar alta para ele daqui uma semana, diferente dos 20 dias que eu havia dito anteriormente?, explica.

Quanto a recuperação da pelagem, no entanto, irá demorar mais de quatro meses. ?A recuperação de Titã é gradativa, a cada dia ele come e anda mais, porém devido a gravidade do caso, vamos levar mais de quatro meses até que toda a pelagem do filhote seja recuperada. No entanto, todas as feridas foram controladas? diz.

O cachorro recebe soro, banhos terapêuticos duas vezes por dia, medicação e vitaminas para tratamento de sarna via oral. Um oftalmologista especializado verificou a situação do animal. Segundo Lucas Bahdour Cossi, o olho direito foi perfurado e o esquerdo tem um problema chamado "olho seco", quando falta lubrificação. De acordo com o médico, o problema foi causado pela sarna e precisará de operação.

Relembre o caso

O filhote vira-lata de 4 meses teria ficado enterrado por 12h na última quarta-feira (7), no quintal de uma casa. Ele foi resgatado por um integrante da Associação de Proteção aos Animais da cidade. Segundo o delegado Luiz Fernando Calmon Ribeiro, o suspeito de enterrar o cão alega que achou que ele tinha morrido e disse que apenas colocou folhas de bananeiras por cima. ?O homem é muito debilitado, ele não teria condições de enterrá-lo, vamos investigar o caso para esclarescer melhor os fatos?, explica.

Fonte: g1, www.g1.com.br