Captiva Ecotec é o carro mais evoluído da Chevrolet; fotos!

Captiva Ecotec é o carro mais evoluído da Chevrolet; fotos!

Mudou pouco externamente, mas o Captiva se armou melhor para encarar a concorrência



Mudou pouco externamente, mas o Captiva se armou melhor para encarar a concorrência, que já há algum tempo conta o reforço de coreanos, e ainda tentou solucionar sua persistente dependência de combustível. Foi o que demonstrou nossa avaliação de dez dias com o Captiva Ecotec, que custa R$ 90.229.





A troca de propulsores, que agora contam com injeção direta de gasolina e trazem novos valores de potência, torque e emissões (a marca não explicou, mas muito certamente teve de se adequar a padrões mais rígidos no mercado norte-americano), teve como efeito colateral a perda de força na versão V6, mas resultou em ganhos excelentes para a 2.4, que se tornou a melhor opção de compra dentro do mix, e não apenas do ponto de vista racional. Ficou mais fácil e bem mais prazeroso movimentar os mais de 1.600 kg do Captiva básico com os 14 cavalos extras (185 cv no total) e 23,8 kgfm de força. Além disso, a lenga-lenga da antiga caixa automática foi deixado de lado, já que o upgrade garantiu também o excelente câmbio de seis marchas, mais preciso nas mudanças e no gerenciamento do ritmo.

Claro, tudo poderia ser ainda melhor com uma opção mais bem pensada para trocas manuais sequenciais -- trazer o câmbio até a posição mais baixa da escala (M) e, a partir daí, usar o polegar na tecla +/- para subir ou descer marchas é uma solução pouco prática, para não dizer incômoda do ponto de vista ergonômico. Mas é sempre bom lembrar que estamos num SUV familiar, com acerto americano (mais voltado ao conforto e menos à performance) e que não veio ao mundo para desafiar adversários ou enfrentar curvas em alta velocidade -- se ignorar disso, a carroceria vai escorregar e você terá de ser salvo pelos sistemas de correção de trajetória, o que pode ser um alento, mas nunca uma boa experiência. Ruim também é o consumo real, que ainda passa longe demais da média indicada pelo fabricante (9,3 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada). UOL Carros esgotou o primeiro tanque após 373,6 km, com marcações no computador de bordo de 6,5 km/l para o regime urbano e 7,6 km/l na estrada. Na calculadora, a média ficou em 6,1 km/l de gasolina. E isso com a tecla Eco, que promete conter a sede do conjunto ao manter motor e câmbio em ciclos mais baixos, sempre ligada.

De toda forma, o que mais conta a favor do Captiva Ecotec é a lista de equipamentos, que já era extensa e agora está mais atrativa. Afinal, mesmo quem paga menos gosta de ser (muito) bem tratado. A cabine em tons escuros, com bancos revestidos de couro e iluminação azulada é classuda e faz bem ao ego do comprador. Sim, ainda é preciso fazer uma forcinha para estabelecer a melhor posição para dirigir, já que os ajustes são todos manuais, ou para se achar entre as telas do computador de bordo, que tem comandos em posição complicada (à esquerda e abaixo do volante) e hierarquia de informação confusa (tente adivinhar para que serve cada tecla, ou onde está cada função, apenas pelos ícones...). Pelo menos, ninguém mais vai morrer de vergonha (e de raiva, tentando achar uma rádio que preste no dial, ou um CD que não esteja riscado) por não conseguir conectar um simples tocador de MP3: a conexão está num lugar estranho, sob o porta-copos, que por sua vez fica abaixo do apoio de braços, mas agora existe. Só o Bluetooth segue no limbo.

A conclusão fica por conta dos dados sobre vendas. Se até dezembro de 2010 o Captiva vendia até mil unidades a menos que o CR-V a cada mês (na conta anual, o Honda emplacou 18.752 contra 13.505 do Chevrolet), a situação se inverteu em março: ele vende mais que o rival (1.337 contra 1.091), deixa todos os demais oponentes para trás (além do RAV4, comem poeira novatos como Hyundai ix35 e Kia Sportage) e ameaça até modelos mais baratos (e por isso mesmo melhores em venda), como o Hyundai Tucson (que emplacou 1.473 unidades). Ponto para o Captiva.

Fonte: AFP