Carros e camelôs flagrados no calçadão no centro de Teresina

É o caso de Socorro Silva Moura, que vende água de coco em um carrinho no calçadão, na esquina nas ruas Álvaro Mendes e Simplício Mendes

No momento em que os comerciantes comemoram o melhor Natal dos últimos dez anos e livres da enxurrada de vendedores ambulantes, motoristas de automóveis e camelôs não estão respeitando os consumidores e estão invadindo as ruas do Centro Comercial de Teresina. Um Chevette invadiu a Rua Álvaro Mendes causando espanto aos pedestres e consumidores. As pessoas com a reabertura das ruas sem os vendedores ambulantes já estavam sem a preocupação de olhar para os lados ou para trás porque com mais espaço temem menos os ladrões.

Agora, porém, foram surpreendidas com o medo de atropelamento. ?A vida estava calma, mas agora carros passam pelas ruas do calçadão sem que sejam repreendidos pelos guardas de trânsito?, declarou a comerciária Maria Lúcia da Conceição.

Ela disse que os automóveis aproveitam a falta de fiscalização para invadir as ruas do Calcadão do Centro Comercial de Teresina. ?Eu estava passando e tropecei em uma barraca de camelô que eu pensei que não estivesse mais no centro de Teresina?, falou a doceira Lúcia Angélica, que estava fazendo compras de Natal para seus filhos.

O calçadão do centro de Teresina agora registra outro fenômeno interessante: a multiplicação de vendedores de água de coco. Eles estão por toda a parte, e aproveitam a movimentação proporcionada pelas compras de natal para aumentar o faturamento. A bebida é apreciada por quem quer matar a sede em meio ao corre-corre do centro, e representa uma alternativa de renda para muitas pessoas.

É o caso de Socorro Silva Moura, que vende água de coco em um carrinho no calçadão, na esquina nas ruas Álvaro Mendes e Simplício Mendes, uma das regiões mais movimentadas da capital. ?As vendas estão acontecendo em um ritmo bom, e nesse período de maior movimentação chego a vender 120 cocos por dia?, afirmou a vendedora. Ela oferece o produto gelado, em copos com capacidade que varia entre 200 e 400 ml, com preços de R$ 1.00 a R$ 2.00.

Socorro contou que, recentemente, os vendedores de água de coco passaram por treinamentos junto à prefeitura para que pudessem atender à população com mais qualidade. ?Foi trabalhada a questão do atendimento, fomos capacitados a dar orientações de pontos turísticos da capital e a receber melhor os visitantes? explicou. Os cocos utilizados pelos vendedores vem de estados como Ceará, Pernambuco e Bahia, e são adquiridos na Ceapi pelos vendedores locais.

Fonte: Efrém Ribeiro / Douwglas Lima