Chuvas causam prejuízos para 50 mil e deixam 10 mil fora de casa

Chuvas causam prejuízos para 50 mil e deixam 10 mil fora de casa

As autoridades acreditam que esta seja uma cheia recorde na região do Vale do Caí

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de semana afetaram 50.907 pessoas, que tiveram prejuízos materiais, como destruição de casa ou perda de pertences. Mais de 10 mil pessoas estão fora de casa devido às chuvas ? 4.583 desaloados e outros 5.891 desabrigados, segundo balanço da Defesa Civil do Estado.

Pelo menos três cidades decretaram situação de emergência: Tiradentes, Encantado e Lajeado. Outras oito cidades comunicaram à Defesa Civil a notificação preliminar de desastre em suas áreas: Constantina, Nova Bassano, Parobé, São Sebastião do Caí, Pontão, São Gerônimo, Taquara e Arvorezinha.

Em Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre, o Rio Caí continua subindo e prestes a transbordar. Pelo menos 150 famílias tiveram que ser retiradas de suas casas e algumas foram resgatadas de barco durante a madrugada desta sexta-feira (22). As autoridades acreditam que esta seja uma cheia recorde na região do Vale do Caí.

Segundo as últimas medições da Defesa Civil, as águas, que sobem cerca de 20 centímetros por hora, estavam 5,85 metros acima do normal na localidade.

Na quinta-feira (21), a Defesa Civil já havia confirmado a localização do corpo de um agricultor de 41 anos que estava desaparecido em Santo Augusto, no noroeste do Rio Grande do Sul. Ele é considerado a primeira vítima das chuvas no estado e teria sido arrastado pela correnteza quanto tentava atravessar um riacho que, devido à grande quantidade de chuvas, está acima do nível normal.



As chuvas elevaram o Rio Caí 13,15 metros acima do nível normal na cidade gaúcha de São Sebastião do Caí, informou a Defesa Civil do município. Desde a madrugada, as famílias que residem próximo ao rio Caí estão sendo deslocadas para a casa de familiares. O órgão avalia que o nível do rio pode chegar a 14 metros acima do normal.

Igrejinha também tem grande número de desabrigados e desalojados, chegando a 300 famílias (cerca de 1,5 mil pessoas). Alguns grupos isolados tiveram que ser retirados de casa por botes, com ajuda do Corpo de Bombeiros.

Fonte: g1, www.g1.com.br