Cirurgia para aumentar os seios completa 50 anos

A primeira das mulheres que ouviu sobre um implante de mamas foi Timmie Jean Lindsey, uma funcionária de uma fábrica do Texas.

As mulheres que tiveram os seios aumentados ou reconstruídos devem agradecer ao médico Thomas Cronin pela invenção da técnica há 50 anos, que hoje é um dos procedimentos estéticos mais procurados pelas mulheres.

A primeira das mulheres que ouviu sobre um implante de mamas foi Timmie Jean Lindsey, uma funcionária de uma fábrica do Texas.

Mãe de seis filhos gerados durante um casamento precoce aos 15 anos, Timmie queria remover dos seios suas tatuagens com desenho de rosa. Até que a equipe de Cronin fez uma sugestão não relacionada ao caso: se ela havia pensado em fazer um implante de mama.

"Meu Deus Não vou querer isso", comentava ao ouvir de uma prima que reclamava que os peitos dela pareciam mudar de posição depois de ter passado por um tipo de cirurgia de mama que, aparentemente, não ocorreu bem.

"A única coisa que eu havia pensado mudar eram minhas orelhas", conta Timmie. Ela lembra de ter falado aos médicos que era melhor ter as orelhas corrigidas do que ter peitos novos. "Eles responderam que poderiam corrigi-las também, e eu disse ok."

O primeiro protótipo, porém, foi testado em uma cadelinha de nome Esmeralda para depois os médicos partirem para Timmie. Aos 80 anos, ela ainda têm os primeiros peitos siliconados no peito e continua a morar no Texas.

Segundo Thomas Biggs, um médico residente que trabalhou sob a supervisão de Cronin, a ideia do implaente veio quando um de seus colegas, Frank Gerow, foi até um banco de sangue, conta ao jornal britânico "Guardian".

Na época, o armazenamento de sangue em garrafas de vidro dava lugar a sacos plásticos. "[Gerow] estava caminhando pelo corredor com um saco de sangue [na mão] e sentiu que tinha a mesma maciez de um seio", lembra Biggs.

Uma série de ocorrências oportunas ajudou na criação do peito siliconado. Durante uma conferência de cirurgia plástica em New Orleans, Cronin encontrou um antigo residente que lhe contou sobre uma companhia que produzia um produto interessante.

Esse material era bem aceito pelo corpo humano e poderia ser fabricado em vários níveis de viscosidade, desde a forma líquida até a sólida. Era o próprio silicone.

Estima-se que, mundialmente, há entre 5 milhões e 10 milhões de mulheres com seios siliconados, motivadas por questões estéticas, reconstrução após mastectomia ou mesmo cirurgias de mudança de sexo. Em 2010, 1,5 milhão de mulheres aumentaram os seios.

Fonte: Folha