juiz da Infância e Juventude discorda dos números do CNJ

juiz da Infância e Juventude discorda dos números do CNJ

O juiz Antonio Lopes discorda da estatística

O Conselho Nacional de Justiça emitiu relatório que seria um retrato da participação de menores em ações criminosas. Enquanto a participação no Distrito Federal gira em torno de 30%, em Teresina está em torno de 50%, ou seja, para cada 10 assassinatos, em cinco, há a participação de menores.

O juiz da Infância e da Juventude, Antonio Lopes, discorda dos números. ?A estatística que a CNJ aponta me parece fora da realidade. A proporção exata de prisões e apreensões é de um adolescente apreendido para cada três adultos presos.?

De acordo com o relatório 47,5% dos adolescentes comete os primeiros crimes entre os 15 e 17 anos, 9% entre os sete e 11 anos. Dentre os tipos de crimes estão furtos, roubos e assassinatos.

O juiz e a delegada Rejiane piauilina, da Delegacia da Infância e da Juventude, alertam para algo assustador: é grande a reincidência de adolescentes que cometem crimes, 54%, segundo o CNJ.

Seis homicídios em janeiro, seis em fevereiro e um em março são registros da Delegacia da Infância e da Juventude. Outro dado agravante, segundo a delegada, é que os menores adquiriram independência nas ações delituosas. ?Os adolescentes têm certa independência! Eles não são influenciados por adultos. Eles praticam os atos e, muitas vezes, têm consciência da situação?, diz a delegada.

O juiz lamenta a reincidência dos jovens. ?Infelizmente os adolescentes vão para a rua mais uma vez aguardar o julgamento fora da internação, com isso, volta a praticar atos infracionais.?

Fonte: Denison Duarte