CODEVASF investe no fortalecimento da apicultura no Vale do Parnaíba

Nos últimos dois anos, a CODEVASF direcionou esses investimentos para fortalecer a cadeia produtiva apícola, contribuindo para geração de emprego e renda.

Além do clima e da grande diversificação de floradas, o apoio das instituições faz a diferença no desenvolvimento da apicultura piauiense. A atividade é hoje considerada uma das grandes opções para agricultura familiar por proporcionar o aumento de renda , através de oportunidades de aproveitamento da potencialidade natural de meio ambiente e da sua capacidade produtiva tornando assim das atividades produtivas de maior importância para o Piauí. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) incentiva o setor por meio de investimentos que visam a ampliar e melhorar a produção de mel no estado. Nos últimos dois anos, a empresa aplicou cerca de R$ 6,9 milhões para incrementar o arranjo produtivo local da apicultura no semiárido piauiense. Os recursos fazem parte do eixo de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria e são oriundos da Secretaria de Desenvolvimento Regional, do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI).

Nos últimos dois anos, a CODEVASF direcionou esses investimentos para fortalecer a cadeia produtiva apícola, contribuindo para geração de emprego e renda. Em Cristino Castro, Itaueira e Floriano, no sudoeste do estado, a Companhia construiu três unidades de extração de produtos da abelha (UEPAs). As obras foram concluídas em 2014 e estão beneficiando 60 famílias de apicultores que vivem nesses municípios. O investimento total chegou a R$ 287,9 mil.

Já em Patos, Belém, Marcolândia, Santana do Piauí, Jaicós, Padre Marcos e Pio IX a CODEVASF investiu em obras para adequação e ampliação de sete UEPAs. Além disso, a empresa construiu uma unidade em Massapê do Piauí. Nesses empreendimentos, o volume total de recursos foi de R$ 269,9 mil. As obras foram concluídas em 2013 e estão beneficiando cerca de 160 famílias.

As UEPAs melhoram a qualidade dos produtos apícolas, além de atender às normas sanitárias. “A adequação das instalações de extração e beneficiamento do mel e dos demais produtos é uma exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As unidades devem possuir certificação sanitária e a garantia da aplicação das boas práticas apícolas pelo apicultor, de forma a assegurar a qualidade do produto, além de estar em conformidade com as demais leis e regulamentos aplicáveis ao setor”, explica a gerente de Desenvolvimento Territorial da CODEVASF, Izabel Aragão.

Para os apicultores beneficiados com os investimentos, a instalação dessas unidades melhorou o processo de extração de produtos da abelha. “O apoio da CODEVASF foi de grande importância. Antes, a gente recolhia o mel de forma irregular. Por meio de capacitação promovida pela empresa, aprendemos novos padrões de trabalho. Inclusive, abriu-se um grande leque referente à comercialização. Antes, contávamos com atravessadores. Hoje, tratamos diretamente com a beneficiadora”, explica Edilmar Bispo, presidente da Associação dos Jovens Apicultores de Cristino Castro (AJACC).

A entidade conta com 15 associados. No período chuvoso, a produção chega a até 1.500 kg de mel por mês. Os bons resultados animam os apicultores, que já fazem planos para ampliar os negócios. “Depois desse apoio temos a pretensão de criar um centro de comercialização da própria associação”, conta Bispo.


Metas para 2015

A apicultura está presente em quase todos os municípios do Piauí, especialmente na região do semiárido, e contribui de forma significativa para o desenvolvimento e geração de renda de grande parte dos pequenos produtores. A produção de mel envolve atualmente cerca de 3,5 mil famílias e representa aproximadamente 50% da renda bruta de cada uma delas. O Piauí é atualmente o quarto maior produtor nacional de mel.

Por essas razões, a apicultura é uma das atividades produtivas prioritárias que estão sendo trabalhadas na área de atuação da CODEVASF no Piauí e Ceará. “Os investimentos na apicultura vêm se consolidando a partir das ações estruturantes do início da atuação da CODEVASF no Vale do Parnaíba. Essas ações tiveram seu foco principal na construção e reforma de UEPAS; construção e reforma de entrepostos e fornecimento de equipamentos básicos para potencializar as unidades e aumentar a competitividade em relação ao mercado, já que o Piauí e Ceará têm muita atuação de entidades privadas (tanto no comércio interno quanto externo) exigindo dos nossos apoiados qualidade e certificação dos produtos em todos os níveis, do apiário à prateleira”, explica o gerente Regional de Revitalização da CODEVASF no estado do Piauí, José Ocelo Rocha.

A partir de 2012, com a instituição do Plano Brasil sem Miséria - Eixo Inclusão Produtiva, foram realizadas reuniões com os parceiros da CODEVASF na área visando ao planejamento e à definição de metas para o setor. Foram selecionados 47 municípios, sendo 37 no Piauí e 10 no Ceará, atendendo um total de 81 comunidades (associações de apicultores). “Em 2014, tivemos limitações ou restrições para doações impostas pelo período eleitoral. A partir deste ano retomamos as entregas”, explica Rocha.

Em 2015, a Superintendência Regional da CODEVASF no Piauí tem como meta o atendimento direto de 583 famílias cadastradas e selecionadas, fornecimento médio de 10 colmeias por família, insumos e indumentárias. Também será iniciada a reforma e adequação de 20 UEPAS, bem como a reforma da Central de Cooperativas do Semiárido Brasileiro – Casa Apis, maior entreposto de mel ligado à economia solidária do Brasil. Para este ano, está prevista também a estruturação do entreposto de mel de Campo Maior, agora sob a gestão da Associação dos Apicultores de Campo Maior (Apicam), entidade apoiada pela CODEVASF desde 2012.

Outra meta da CODEVASF para 2015 no apoio à apicultura são os investimentos em capacitações e treinamentos para elevar a produtividade média das colmeias de 20kg para, no mínimo, 35kg. “Por meio das doações, queremos aumentar o número médio de colmeias por produtor, que hoje varia de 15 a 40 para números próximos a 80-90. Além de agregar, no mínimo, um salário mínimo mensal à renda de cada apicultor atendido pelo Plano, oriundo especificamente da apicultura”, assinala Rocha.

Fonte: Assessoria