Com 100 anos, dona Maria passa o Dia das Mães com os 99 "filhos"

Com 100 anos, dona Maria passa o Dia das Mães com os 99 "filhos"

Maria do Carmo tem 13 filhos, 33 netos, 39 bisnetos e 14 tataranetos

Sabe aquela história de que coração de mãe cabe todo mundo? Quem inventou esta frase deve conhecer Maria do Carmo de Jesus. Aos 100 anos, ela tem nada mais nada menos do que 99 ?filhos?. Natural de Fronteira (MG), ela mora no bairro Eldorado, em São José do Rio Preto (SP), e neste domingo (13), Dia das Mãe,s o que mais vai receber serão abraços e presentes de todos os filhos que ela viu crescer.

Dona Maria é a matriarca de uma família grande. Ela tem 13 filhos, 33 netos, 39 bisnetos e 14 tataranetos, e considera e cria todos como filho. ?Eu tenho um amor grande por todos. Para mim são todos meus filhos. É tudo meu. Eu vi crescer todos eles?, afirma Maria.

E a família seria maior, já que Maria teve 19 filhos, mas infelizmente seis faleceram. A família é tão grande que poderia lotar uma igreja. E lotou. Dona Maria completou o centenário no dia 27 de abril e, para comemorar, a família organizou uma missa na paróquia Jesus Bom Pastor, no bairro Eldorado, e a igreja ficou cheia.



"Não poderíamos deixar esta data ser esquecida. Foi um dia especial para toda a família e tínhamos de comemorar de qualquer jeito. Assim como ela nos considera como filhos, para nós ela é uma mãe muito especial", diz Jacqueline Maria David dos Santos, neta da dona Maria.

Como em uma família grande qualquer reunião vira festa, todas as comemorações, como as reuniões de fim de ano e aniversários, são feitas na casa da avó. E para o Dia das Mães não será diferente. Para receber todos os filhos, a festa deve durar o dia inteiro. "A casa dela é o ponto de encontro. É aqui que a gente se reúne para festejar e trazer um pouco de alegria para ela. Como muitos filhos moram em outras cidades, eles vão chegando aos poucos para comemorar. Mas todos comparecem sempre. É uma família muito unida", continua a neta.

A maioria dos filhos mora em Rio Preto, mas outros se dividem por cidades como Limeira, Franca, São Paulo e Votuporanga. O marido da dona Maria, Antônio Maximiano David, morreu há 33 anos e, desde então, ela virou o centro da família.

"Eles fizeram desta família um exemplo de união e respeito, que continua de geração em geração. Mulher guerreira que cuidava dos filhos, enquanto o marido saía para trabalhar. E ainda cuidava da casa; e mais, ajudou a construir a casa, alimentou e cuidou da educação dos filhos, cuidou do meu pai sempre", diz o filho João Maximiano Rosa, de 74 anos.

Fonte: G1