Com câncer no útero e não respondendo a tratamento, cozinheira pede ajuda

Com câncer no útero e não respondendo a tratamento, cozinheira pede ajuda

Familiares se desdobram para cuidar dela, uma vez que todos recebem pouco e a situação é de grande fragilidade.

Depois que descobriu um câncer no útero, a cozinheira Maria dos Remédios tem passado por muitas dificuldades com a família. Não respondendo à quimioterapia, tratamento indicado para estes casos, seu quadro vem se agravando dia após dia, e as dificuldades crescendo. Antes a cozinheira morava em Parnaíba com as filhas, mas teve que se mudar para Teresina para ser medicada corretamente.

Segundo o cunhado, Domingos Vieira, com a falta da quimioterapia, o câncer já atingiu a garganta, e por conta disso, ela está se alimentando através de uma sonda. ?Minha cunhada já não fala, não anda e passa o dia inteiro deitada nesta cama. Ela já está cheia de feridas nas costas por conta disso. A Maria até estava internada, mas o médico preferiu mandá-la para casa para passar os últimos dias com a família?, contou.

A sobrinha Valdilene Santos relata que os médicos tentaram fazer fisioterapia, mas ela não aguentou, pois sente muita dor e está muito debilitada. Os rins já deixaram de funcionar e tudo que ela tem que fazer requer muito esforço. ?Me revezo com a filha dela para cuidar, banhar e alimentar. É muito cansativo porque não temos um colchão d?água e nem cadeira para banho, então a sentamos em uma cadeira de plástico e a banhamos, mas tem que ser rápido porque ela fica reclamando da dor que está sentindo?, afirmou a sobrinha.

Valdilene ainda conta que a tia teria chance de cura se a doença tivesse sido diagnosticada a tempo. Segundo ela, o médico que a atendeu em Parnaíba passou um remédio e a mandou para casa, mas como ela sentia muita dor, procurava o hospital frequentemente até que recebeu o resultado e a mandaram para ser tratada em Teresina.

?A tia passou dois meses internada, mas como os médicos viram que o seu caso não tinha mais solução, resolveram mandá-la para casa. Nós a recebemos aqui, de braços abertos, pois quando ela chegou em Teresina pediu: ?se acontecer alguma coisa comigo me levem para a casa do meu cunhado. Hoje ela não está conhecendo alguns parentes e as dores aumentando, mas iremos cuidar dela até o fim?, conta Valdilene.

A comerciante Rita dos Santos, cunhada da cozinheira, se emociona ao falar da situação, pois como todos vivem apenas com um salário mínimo não têm condições de dar a devida assistência, pois as faltas de cadeira de rodas, do colchão d?água, de fraldas e de produtos de limpeza têm dificultado bastante a sua vida e dos familiares.

?Para ajudar no sustento da casa nós temos até um comércio, mas neste período do ano as vendas caem muito. As pessoas podem até pensar que estamos querendo ganhar, mas não precisamos de dinheiro, e sim de suplementos como fralda, cadeira de rodas, produtos de limpeza nos ajudaria muito. Não queria estar pedindo, pois se eu estivesse condições, minha cunhada não estava passando por essa dificuldade?, pediu emocionada.

JMN entrega cadeira para banho.

Na quarta-feira, 09, o Jornal Meio Norte publicou uma matéria feita pela jornalista Lindalva Miranda, pedindo uma cadeira de rodas para a aposentada Elisa Lopes da Anunciação, de 95 anos, que tinha dificuldades para se locomover dentro de casa. No mesmo dia da veiculação da matéria a economista Josélia Lemos Duarte entrou em contato com o Sistema Meio Norte e doou uma cadeira para banho para a aposentada, mas infelizmente esta já havia falecido.

A economista deixou a cadeira à disposição do Sistema Meio Norte para uma futura doação. A equipe do Jornal foi até a casa em que a cozinheira está com a família e fez a entrega da cadeira para banho.

Para ajudar a família da cozinheira Maria dos Remédios, que está precisando urgentemente de doações de fraldas descartáveis, produtos de limpeza, cadeira de rodas, basta entrar em contato com a família através do telefone (86) 3235-9221.

Fonte: Virgínia Santos