Com número baixo de doações, Hemopi atua no vermelho em Teresina

Com número baixo de doações, Hemopi atua no vermelho em Teresina

O Centro passa por uma redução no estoque. O volume de doações tende a cair nas férias, época em que há maior demanda pelo líquido

As primeiras semanas do ano são difíceis para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi). O Centro encontra-se em estado de alerta, pois a quantidade de bolsas de sangue é baixa e as doações não atingem o patamar considerado ideal.

Segundo estatística fornecida pelo Ministério da Saúde, é preciso que 3% a 5% da população brasileira doe sangue regularmente para a boa manutenção do serviço.

Entretanto, menos de 1% dos piauienses realizam a doação espontanemente e o Centro sofre com o baixo estoque do líquido. Para se ter uma ideia, na manhã de terça-feira (06), o Hemopi não possuía nenhuma bolsa de sangue do tipo B+.

Outra meta ideal seria que aproximadamente 70% dos doadores voltassem espontaneamente, mas o principal empecilho é que os cidadãos não procuram o hemocentro com frequência para doar sangue.

O Hemopi recebe um volume elevado de pessoas quando estas recebem o pedido de algum amigo ou parente que precisa de sangue com urgência, mas a prática pode não surtir a eficácia esperada.

“Todo o sangue recebido no Estado passa por uma triagem de qualidade e é liberado para uso cerca de 30 horas depois, pois a avaliação é realizada em Fortaleza”, explica o diretor geral do Hemopi, Antônio Lages. A decisão foi instaurada pelo Ministério da Saúde e o hemocentro do Ceará avalia o sangue recebido no Piauí e Maranhão.

Apesar de uma série de ações para estimular a doação de sangue, o volume de bolsas ainda está distante do esperado. Como o sangue não é um líquido que pode ser produzido em laboratório, a sociedade é co-responsável pela manutenção do serviço. Por isto, é preciso criar uma cultura de doadores espontâneos que procurem o centro de duas a três vezes por ano.

Atualmente, o Hemopi não tem condição de atender uma situação emergencial, por exemplo. E o volume de doações tende a cair nas férias, época em que são registrados altos índices de acidentes graves.

Cientes das dificuldades do Hemopi, o policial militar Marcos Freitas doa sangue sempre que possível. “Sou doador voluntário há algum tempo e acho um ato importante. É muito gratificante doar um pouco da minha vida para ajudar a salvar a vida de outros”, lembra.

O diretor do Hemopi ressalta que o ideal seria se toda a população doasse por conta própria, mas este ainda é um sonho distante. “Ainda não sei quando conquistaremos esse fato, mas precisamos acreditar no altruísmo das pessoas e continuar despertando nos piauienses a cultura da doação voluntária de sangue”, frisa Antônio Lages.

Hemocentro precisa de doações

Engana-se quem pensa que o Hemopi só recebe doações de sangue na unidade de Teresina. Além da capital, o hemocentro possui bases nas cidades de Picos, Floriano e Parnaíba.

Em todo o estado, o sangue tipo O+ é o mais requisitado, assim como A+ e B+. O medo da agulha não deve ser empecilho na hora de ajudar o próximo. Segundo dados do próprio do Centro, o número ideal de doações diárias seria entre 180 e 200 bolsas, somando aproximadamente 6 mil bolsas por mês. Vale relembrar que o número está abaixo do ideal.

Neste momento, o Centro não possui estoque do tipo B+ e doadores de sangue ganham uma série de benefícios, como dias de folga. O doador de sangue tem direito a um dia de folga ao ano, para isso ele precisa apresentar o comprovante de doação para a empresa em que trabalha.

Doadores têm direito à meia entrada em estabelecimentos culturais e a serem atendidos com prioridade nas filas de banco assim como idosos, deficientes e gestantes segundo a Lei n° 219/09. Esta pode ser a oportunidade perfeita para fazer uma boa ação e ajudar a salvar vidas.

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Fonte: OLEGÁRIO BORGES