Com venda nos olhos, servidores da PF voltam a fazer paralisação no Piauí

Venda seria para criticar autoridades que não enxergam a crise na instituição. Elefante branco de 3 metros de altura também foi usado durante protesto

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal no Piauí anunciaram nesta quarta-feira (7) uma paralisação de 24 horas. Com vendas nos olhos, os servidores pedem reestruturação da carreira com reajustes salariais, novas contratações, mudanças nos processos de investigações criminais e o fim do inquérito policial. A venda nos olhos seria uma crítica às autoridades, que segundo os servidores, não enxergam a atual situação da instituição.


Com venda nos olhos, servidores da PF voltam a fazer paralisação no Piauí

Os manifestantes também voltaram a usar um elefante branco de aproximadamente três metros de altura para simbolizar a ineficiência nos processos de investigações criminais. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Estado do Piauí (SSDPFPI), Luiz Alberto, a ideia de por fim ao inquérito policial é integrar desde o primeiro momento todos os agentes envolvidos como Ministério Público e juízes, economizando fases processuais, como interrogatórios e audiências com testemunhas.

?Essa paralisação de hoje é mais uma tentativa de cobrar o que já havíamos pedido nas manifestações anteriores. Por conta dessa falta de estrutura os crimes de corrupção estão expandindo e tem aumentado a entrada de armas no país?, destacou o sindicalista.

Ainda conforme Luiz Alberto, os servidores chamam atenção da sociedade para uma portaria do ministro da justiça José Eduardo Cardozo que proíbe qualquer tipo de manifestação política, ideológica, sindical ou reinvidicatória dentro da instituição.

?Isso vai contra a Constituição. Também estamos protestando contra esse silêncio e esperamos que haja uma negociação antes da Copa do Mundo, já que o governo deu ao Exército atribuições da Polícia Federal?, disse ainda Luiz Alberto.

Com a paralisação de 24 horas o sindicato manteve apenas 30% do efetivo para atender casos como emissão de passaportes, custódia de presos e transferência de pessoas que devem ser ouvidas pela justiça. Investigações e intimações estão suspensas.

Fonte: G1