Acusado de espancar bebê até a morte vai a júri popular hoje

Acusado de espancar bebê até a morte vai a júri popular hoje

Gustavo Raphael, de 1 ano, morreu com fratura no crânio em 2009.

O homem de 28 anos acusado de espancar um bebê de 1 ano e quatro meses até a morte há pouco mais de três anos em Ribeirão Preto (SP) vai a júri popular nesta terça-feira (26) às 10h. Segundo acusação do Ministério Público, Edilson Roberto Nogueira é o responsável pela morte, em novembro de 2009, de seu enteado Gustavo Raphael Rodrigues Paulino Ferreira, encontrado com edema cerebral e fratura no crânio em um quarto da pensão onde morava no Centro.

O júri popular era esperado desde 13 de novembro do ano passado, quando foi adiado porque a Justiça não havia conseguido intimar uma testemunha sobre o caso. Caso a acusação seja considerada procedente, Nogueira pode pegar de 12 a 30 anos de prisão por homicídio qualificado.

Segundo o promotor José Roberto Marques, a principal argumentação do MP contra o réu é de que nenhuma pessoa, além de Nogueira, teria tempo de agredir a vítima com a gravidade constatada. Além disso, ele cita que testemunhas disseram ter visto o acusado batendo na criança em outras situações. ?Uma testemunha que teve acesso momentâneo não teria condições de produzir esse resultado?, afirmou.

Já o advogado de defesa Jarbas Macarini alega que não há indício de que Nogueira tenha batido na criança e de que pelo menos 15 pessoas estiveram na pensão no dia da morte do bebê. ?Não há prova de que foi ele. Neste dia, ele estava para cuidar da criança, mas estava fritando frango na cozinha. Muita gente foi ver a criança. Foi um crime horrendo, mas qualquer um de lá poderia ser o culpado?, afirmou.

O caso

Gustavo Raphael morreu em novembro de 2009 por edema cerebral, fratura no crânio e trauma abdominal, de acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML) apresentado na época. Segundo a versão do Ministério Público, o bebê foi encontrado por sua mãe, Vanessa Aparecida Rodrigues Paulino, já desfalecido e sem os dentes sobre a cama da pensão em que ela vivia com Edilson, no Centro de Ribeirão.

A criança chegou a ser levada para uma unidade básica de saúde e transferida para a unidade de emergência do Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. Depois de denúncia apresentada pela mãe à Polícia Militar, o padrasto foi preso e indiciado por homicídio qualificado.

Atualmente, Edilson está preso na Cadeia de Balbinos (SP) e foi transferido provisoriamente para a Penitenciária II de Serra Azul (SP), em razão do júri popular em Ribeirão.

Fonte: G1