Comerciantes dizem que estão “ilhados”

Reinvidicações é que retornos sejam mudados

Os comerciantes da região da ponte estaiada adiaram o protesto que seria realizado nesta sexta-feira por causa do fechamento do acesso à Avenida 1o de maio. A manifestação que seria realizada nesta sexta-feira foi adiada para a próxima segunda-feira e enquanto isso os comerciantes aguardam que o problema seja resolvido, já que eles afirmam que estão ?ilhados?, com a atual distribuição do trânsito.

O trecho que gera a discórdia era o acesso para a Avenida 1o de maio a partir da Avenida Alameda Parnaíba. Assim como vários outros trechos no acesso a ponte estaiada, este também foi fechado para o tráfego. Mas, com a mudança realizada pela Superintendência de Trânsito (Strans) os moradores e comerciantes da região reclamam que ficaram sem acesso ao bairro. ?Vamos para a Strans levando os abaixo-assinados que estamos realizando. Temos uma reunião marcada para as 9 horas de segunda-feira e dependendo do resultado vamos fechar a Alameda Parnaíba?, disse a comerciante Maria Hosana Rêgo de Oliveira.

A comerciante enfatiza que não somente os moradores da Avenida 1o de maio são prejudicados e critica ainda o modo como a mudança foi realizada. ?A falta de acesso a 1o de maio prejudica até mesmo o acesso a Avenida Duque de Caxias?, comenta. Ela conta que foi oferecida uma solução, por um acesso através de outra rua, sem reabrir o tráfego na Alameda Parnaíba. ?No Areolino chegam sempre várias ambulâncias com os pacientes e por isso não dá certo. Dos taxistas que ficavam ali, agora só tem um?, relata. Maria Hosana conta ainda que a padaria das proximidades ficou sem movimento e que vários funcionários podem perder o emprego.

Outro empreendimento prejudicado pela mudança foi o posto de gasolina na esquina das duas avenidas. ?Estamos com uma redução de 40% nos últimos tempos?, conta o frentista Marcos Paulo Silva. Ele observa que a mudança impediu o acesso dos clientes que vinham do centro para a zona norte. ?Os que vinham do centro perderam o acesso e aí não tem como evitar o prejuízo. A dona de casa Rosângela Guimarães é outra que reclama dos prejuízos da mudança. ?Quem mora por aqui tem de fazer um retorno muito longe?, afirma a dona de casa.

O abaixo assinado promovido pedindo a retomada do tráfego na Avenida 1o de Maio através da Avenida Alameda Parnaíba já conseguiu 500 assinaturas. ?Tem uma universidade e também um buffet que também precisam de acesso. Estamos ilhados e estamos reivindicando o direito de trabalhar. Comerciante não trabalha se não tiver freguês?, comenta.

Fonte: Carlos Rocha, Jornal Meio Norte