Comissão do CREA vai vistoriar obras no Centro

Comissão do CREA irá vistoriar obra do projeto de revitalização do Centro para fiscalizar acessibilidade

Nesta semana o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Piauí (CREA-PI) planeja visitar as obras de revitalização do centro de Teresina. A intenção é constatar que não hás acessibilidade no local, ao contrário do que estava previsto no projeto inicial. De acordo com o projeto de revitalização do centro, deveriam ser construídas rampas que dariam acesso para as ruas Simplício Mendes e Álvaro Mendes, assim como o piso tátil para deficientes visuais. Mas, segundo informações da Coordenação de Acessibilidade do Crea, até o momento, faltando um pouco mais de um mês para a conclusão da obra nada ainda teria sido feito.

O secretário executivo de Planejamento do Município, Augusto Basílio, afirma que a obra contempla a acessibilidade, mas no entanto, ainda não foi terminada. ?Nós entregamos um projeto da área central exatamente contendo todas as rampas, as sinalizações, o piso tátil que deverá orientar os deficientes visuais e a sinalização composta, inclusive, para facilitar o deslocamento das pessoas. Então, eu acredito que talvez eles não tenham analisado esse projeto, que foi entregue ao grupo técnico do Crea?, explica. O secretário revela ainda que não se preocupa com a realização da vistoria, ?não temos nem um receio, iremos acompanhar os técnicos com o objetivo de que aquilo que por ventura não foi contemplado no projeto deverá ser feita a adequação sem nenhum problema?.

Mesmo admitindo não ter receio da realização da vistoria na obra que irá detectar a falta de estrutura acessível para cegos e cadeirantes, o secretário pontua que qualquer vistoria feita antes do término da obra será precipitada já que não se pode cobrar algo definitivo de uma obra não finalizada. ?A obra não foi terminada ainda e na minha opinião a vistoria não deveria ser feita agora. Na hora que nós concluirmos a obra é o momento exato para fazer a vistoria portanto, eu acredito que qualquer vistoria agora seria precipitada?, argumenta. (M.R)

Fonte: Mar­ci­la­ny Rod­ri­gues