BR: 77% buscam empregos em sites gratuitos e especializados, diz estudo

Em seguida vêm sites das próprias empresas desejadas (47,18%)

Pesquisa da consultoria Boucinhas&Campos, da área de recrutamento e seleção, mostra que 77,45% dos entrevistados buscam empregos em sites gratuitos e especializados em cadastro de currículos e anúncios de vagas. Em seguida vêm sites das próprias empresas desejadas (47,18%), contatos de amigos (27,30%), LinkedIn e agências de empregos, ambos com 25,82%.

De acordo com a pesquisa, as redes sociais têm percentuais significativos de preferência diante das alternativas. A rede LinkedIn tem percentual de 25,82% e fica em quarto lugar em relação aos meios mais ?comuns? de busca. Já a rede social Facebook recebeu 10% das indicações.

?As redes sociais nesse contexto consolidam seu posicionamento como ferramenta de interlocução entre empresas e talentos, além de ser uma ferramenta poderosa de networking por apresentar uma maior facilidade de utilização?, diz Celeste Boucinhas, diretora da Boucinhas&Campos. A consultora adverte, entretanto, que a percepção quanto à efetividade parece se descolar do uso, retomando a importância aos meios mais tradicionais de utilização. ?Uma justificativa para esse fato está na forma de assimilação por parte do mercado dessas novas ferramentas, que ainda priorizam as frentes mais tradicionais?.

Quanto aos meios mais efetivos para conquistar um novo emprego, os sites gratuitos especializados em cadastros de currículos se mantêm em primeiro lugar, porém, com um percentual menor. Sites pagos especializados em cadastros de currículos foram indicados em segundo lugar, com 48,66% das respostas, seguida por sites das próprias empresas (46,59%), contatos de amigos (45,10%) e agências de empregos (32,05%).

Nesse aspecto, as redes sociais apresentam um desempenho menor, na perspectiva de efetividade, em relação aos principais meios utilizados comumente, sendo o LinkedIn (21,07%) seu principal representante, seguido pelo Facebook (6,23%). Pode se considerar que a facilidade de acesso às redes, bem como a gratuidade, entre outros fatores, influenciam no quesito utilização, porém, sua efetividade é inferior em relação a outros meios apontados na pesquisa.

Perfil dos entrevistados

A pesquisa contou com a opinião de 337 participantes do banco de currículos utilizados pela área de recursos humanos da Boucinhas & Campos - 53% indicaram que não estão trabalhando. Também foram realizados convites por meio do perfil e páginas da empresa nas seguintes redes sociais: Twitter, Facebook e LinkedIn. A pesquisa foi feita entre a segunda e terceira semanas de junho por meio de um questionário virtual.

Em relação às faixas etárias, 85% têm entre 16 e 40 anos, 30,56% têm de 25 a 30 anos, seguida pela faixa de 16 a 24 anos (22,26%). Sobre o grau de instrução dos participantes, 35% estão cursando o ensino superior (cursando ou incompleto) e 34% possuem ensino superior completo.

Outros 13% possuem pós-graduação e 16% o ensino médio completo.

Em relação à faixa de renda familiar, 29,38% pertencem à faixa de R$ 2.654 a R$ 5.241; 17% estão entre R$ 1.685 e R$ 2.654; 13,95% entre R$ 1.147 e R$ 1,685; e 13,65% entre R$ 5.241 e R$ 9.263.

Quanto ao cargo ocupado pelos participantes, destacam-se os auxiliares (operacionais), com 22,55% de representatividade, seguido por assistentes (14,84%), supervisão/coordenação (13,35%), estágio (9,79%), plenos (8,9%) e júnior/trainee (7,72%). Outros 6,82% são profissionais de gerência e 2,37% são diretores.

Fonte: G1