Concursados aprovados no HUT fazem protesto na PMT

O protesto foi realizado por concursados do Hospital de Urgência de Teresina, que afirmam que a prefeitura prioriza servidores terceirizados

Os aprovados no concurso público realizado pelo Hospital de Urgência de Teresina (HUT) em 2011 realizaram protesto na escadaria da Prefeitura Municipal de Teresina na manhã de terça-feira. Eles pedem uma resolução dos administradores da cidade, posto que a validade do concurso expira em novembro deste ano e, dos mais de 11 mil aprovados, pouco mais de 500 pessoas foram convocadas, ?A Prefeitura dispõe de muitos funcionários terceirizados e prestadores de serviço que tiram a vaga dos aprovados em concurso. Se existem concursados, por que convocar funcionários de outras empresas??, indaga o técnico em Patologia Clínica, Ivangel Costa, aprovado em 2011. Os aprovados requerem a retirada destes funcionários e convocatória dos concursados.

A Prefeitura Municipal de Teresina, através do secretário municipal Luciano Nunes, se comprometeu a fazer um estudo das vagas disponíveis no hospital e informar um posicionamento até a próxima quarta-feira. ?Segundo o secretário, até o final do mês de junho os prestadores de serviço serão exonerados de seus cargos?, informou a enfermeira Richelly Almeida, participante da reunião.

O prazo de validade do concurso do HUT expira em 04 de novembro de 2013 e os militantes acreditam que estão sendo convocados com vagareza. Dos mais de 11.000 aprovados, pouco mais de 500 funcionários foram chamados.

Alguns cargos, como técnico em gesso e biólogo, não tiveram um só aprovado convocado. ?Por isso a decisão de se unir ao Sindserm e ao Ministério Público para lutar pelo que é de direito nosso?, informa a enfermeira Richelly Almeida.

Durante reunião entre manifestantes e secretários municipais, foi informado que a Prefeitura não convocará os aprovados para o cargo de Agente de Portaria, já que a função não foi determinada por lei. Logo, os agentes de portaria continuarão a ser terceirizados e esta decisão continua mantida por tempo indeterminado.

Fonte: Olegário Borges