Mulheres representam 44% dos novos gestores novatos, aponta pesquisa

Já entre líderes experientes, homens são maioria com 67,7%

Pesquisa das consultorias LAB SSJ e Clave mostrou que as mulheres representam 44,7% dos gestores novatos nas empresas, enquanto os homens ficaram com 32,3%. Apesar de elas iniciarem a carreira em maior número que os homens, a presença do sexo feminino na força do trabalho diminui ao longo do tempo, já que existem mais homens entre líderes experientes, com 67,7%, do que mulheres (55,3%).

As consultorias aprofundaram a análise realizada na pesquisa ?Primeira Gestão?, em março 2013, e apresentam o novo report ?Mulheres na Primeira Gestão: uma transição crítica??. A partir das respostas de 4.392 profissionais foi feita uma análise sobre o como a questão do gênero afeta novos gestores, em especial, o que inquieta e motiva mulheres líderes em início de carreira.

Em relação às oportunidades de carreira e sucessão, mulheres (12,5%) recebem menos apoio formal das organizações do que homens (18,7%), inclusive quanto a treinamento e desenvolvimento de novas habilidades.

A principal angústia de novos gestores com diferença significativa entre mulheres (56,2%) e homens (49,9%) é ter que assumir mais riscos.

Mulheres em sua primeira gestão parecem mais propensas a temer o risco de assumir sozinhas as consequências de suas ideias e ações do que os homens em sua experiência inicial como gestores.

Ainda que seja um desafio relevante para todos os respondentes, saber lidar com conflitos parece afligir mais gestoras mulheres (69,8%) do que gestores homens (64,9%).

Com uma diferença significativa de 8,5 pontos percentuais entre os gêneros, aprender rápido, como um desafio atual, tem mais relevância para homens gestores (33,3%) em comparação às respostas das mulheres gestoras (24,8%). Ou seja, a agilidade em aprender se configura como algo mais crítico para os homens, colocando o gênero feminino em vantagem quanto a essa habilidade valiosa no contexto atual de negócios, em mudança constante.

Formação e escolaridade

Homens e mulheres ainda escolhem áreas de formação tradicionalmente associadas ao estereótipo de gênero. Exatas apresenta porcentagem acentuada de homens, com 43,5% contra 15,8% de mulheres. Em biológicas e humanas, ocorre o inverso, com uma porcentagem maior de mulheres em ambas. Mas o destaque é de humanas: com diferença de 24,9 pontos percentuais, as mulheres são maioria nessa área com 79% contra 54,1% de homens.

Com nível superior são mais homens (32,5%) do que mulheres (28,2). Por outro lado, 54,9% delas disseram ter pós-graduação contra 48,9% dos homens. Isso mostra que embora mais homens completem sua formação superior, as mulheres que também terminam esse nível parecem superar os homens na busca por mais aperfeiçoamento, confirmando a ideia de que a mulher estuda por mais tempo.

Fonte: G1