Pessoas preferem ter um trabalho chato se salário for melhor; saiba

Pessoas preferem ter um trabalho chato se salário for melhor; saiba

Estudo mostra que remuneração é mais importante que desafios da função

A maioria das pessoas gostaria de ter um trabalho desafiador e estimulante - mas não a qualquer custo. Esse limite, segundo um novo estudo da Fuqua School of Business,, que faz parte da Universidade Duke (EUA) é ganhar um salário que seja compatível com o esforço exigido. Se tiver que escolher entre um trabalho chato que paga bem ou um emprego desafiador que paga menos, a maioria prefere a primeira opção.

Para um dos autores do estudo, Peter Ubel, as pessoas sentem necessidade de receber uma remuneração condizente com o trabalho feito, independentemente da satisfação encontrada no emprego. "No momento em que você apresenta a questão financeira para as pessoas, esta se torna uma preocupação primária, e elas passam a basear a decisão de aceitar um emprego no que eles consideram um pagamento justo pelo trabalho, em vez de aspectos não-monetários como o valor social ou se o trabalho é interessante", diz.

Os resultados de três experimentos feitos por professores da escola sugere que quando confrontadas com duas oportunidades de trabalho - uma considerada mais estimulante e outra mais chata - as pessoas reconhecem que uma traz mais satisfação ao avaliar apenas o trabalho a ser feito. No entanto, quando questionadas sobre o salário que ganhariam nas duas opções, elas dão preferência para o trabalho que paga um valor mais coerente com a função - mesmo que esse emprego seja considerado mais chato.

Em um dos experimentos, estudantes tiveram que escolher entre resolver um problema por cinco minutos ou observar outras pessoas, sem fazer nada. A maioria (66%) achou o primeiro trabalho mais interessante e agradável, mas apenas 18% aceitaram fazê-lo recebendo menos ou o mesmo do que pago pelo "trabalho" de observar os outros.

Em outro estudo, participantes tiveram que escolher entre dois empregos temporários em um festival cultural: um de organizador, que teria que promover o evento, arrumar o local depois e acompanhar os artistas, e outro de monitor, onde teria apenas que avisar um segurança de algum risco, se necessário. A grande maioria dos entrevistados (82%) admitiu preferir o trabalho de organizador, no entanto quase metade deles (36%) só aceitariam o emprego se pagasse mais do que o de monitor.

Fonte: G1