Condomínio joga esgoto na rua na zona Leste de Teresina

O incômodo é muito grande

O condomínio de luxo, localizado na Rua Áurea Martins, Bairro Morros, zona Leste de Teresina, tem um nome que remonta uma bela região da Itália, mas o cenário local anda longe dos planaltos centrais italianos. Isso porque, segundo moradores da região e do próprio condomínio, o esgoto produzido no local, está sendo desembocado no meio da rua, prejudicando não só os moradores do condomínio, como também os transeuntes e moradores do entorno.


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O esgoto percorre quase todo o percurso da Rua Áurea Martins, e termina em uma rua projetada que fica localizada entre um terreno a venda e outro condomínio. Deste outro conjunto de casas não é possível sentir o cheiro, mas na rua a fedentina corre longe.

E quem mais sofre com a fedentina é João Silva, que mora bem em frente à porcaria. “Hoje não está tão ruim porque não está vindo muito esgoto, mas quando chove e o esgoto aumenta fica a porcaria na rua todinha. O cheiro incomoda muito”, afirma.

O incômodo é muito grande, mas ele confessa não ter ido reclamar porque tem certeza que não vão resolver. “Não dá nem para ficar na porta de casa. E o cheiro é muito ruim. Os condôminos daí não se incomodam muito, porque só suja o carro deles, eles não sentem o cheiro não”, afirma o morador, que está ali há mais de 30 anos.

Procurada pela reportagem, o síndico do condomínio não quis comentar o assunto, pois teria que consultar os demais moradores para dar um posicionamento.

Agespisa vai encaminhar equipe para averiguar situação 

A Águas e Esgotos do Piauí S/A (Agespisa) afirma que vai encaminhar uma equipe ao local imediatamente para averiguar a situação do condomínio, principalmente no que diz respeito ao esgoto que vem sendo jogado na rua.

Segundo o órgão, é importante checar se o problema diz mesmo respeito à Agespisa, pois em muitos casos é necessária a atuação de outros órgãos responsáveis. Uma moradora do condomínio, que quis ter seu nome preservado, garantiu que o esgoto não é tratado.

"Nós estamos tendo um problema com a estação de tratamento feita no condomínio, que não trata a água como deveria.

Nós contratamos um engenheiro químico da Agespisa que nos disse que não está sendo tratada. Esse empreendimento foi construído com vários pontos que não foram concretizados", afirmou. 

Ainda segundo a pessoa que não quis se identificar, um acordo entre a construtora e a sindicância do prédio está em andamento.

Fonte: Pollyana Carvalho e Lucrécio Arrais