Consumo de medicamentos genéricos ainda é baixo no Piauí

Consumo de medicamentos genéricos ainda é baixo no Piauí

O crescimento no Estado nos últimos anos foi de apenas 18%

Dados do Ministério da Saúde mostram que os medicamentos genéricos correspondem a 24% do mercado de medicamentos. No Piauí, no entanto, esse crescimento ainda não é tão expressivo, segundo informou o presidente do Conselho de Farmácia, Roberto Gomes.

Ele afirma que o crescimento local nos últimos anos foi de apenas 18%.

Dentre os motivos do baixo consumo no estado, em relação ao registrado no restante do país, o presidente do conselho destaca o fato de apenas 18% da população ter conhecimento sobre o uso desses medicamentos. ?A população ainda não confia nesses remédios como deveria e como a população do restante do país?, disse.

Segundo o farmacêutico, os números do Ministério da Saúde que mostram que os preços desses remédios são 65% menores do que os dos produtos de referência não são observados no Piauí. ?No nosso estado, assim como no restante do Nordeste, o ICMS ainda é muito alto. Enquanto nos outros estados são pagos 8%, no Piauí esse percentual chega a 18%. Isso não é apenas sobre os genéricos, mas os farmacêuticos acabam levando esse valor para os genéricos também?, disse.

Outro problema, segundo Roberto, é o fato de as farmácias pequenas não comercializarem esses produtos como deveriam. Apenas as grandes redes vendem grande volumes destes remédios. ?No interior do estado essa situação é ainda pior. Enquanto em Teresina apenas as grandes redes comercializam estes remédios, no interior do estado eles não são comercializados em nenhuma farmácia praticamente?, pontuou.

A economia de recursos gerada com a compra de genéricos pelo Ministério da Saúde nos últimos anos tem permitido a ampliação significativa de medicamentos ofertados de forma gratuita, não só pelo SUS, mas também nas farmácias privadas, por meio do programa Aqui Tem Farmácia Popular. O programa também oferta alguns medicamentos com até 90% de desconto, subsidiado pelo governo federal. Desde o início do programa, em 2006, o número de medicamentos ofertados cresceu de oito para 25 itens. O número de farmácias que ofertam esses medicamentos também aumentou.

Fonte: Pollyanna Carvalho