Cuidados e prevenção no veículo antes das viagens podem salvar vidas

Cuidados e prevenção no veículo antes das viagens podem salvar vidas

Para começar com os cuidados que se devem ter com o carro antes da viagem, fazer uma revisão nos componentes do veículo é de fundamental importância na segurança

Durante os dias de festividade no final do ano, que envolvem as comemorações de Natal e Réveillon, boa parte das pessoas aproveita o período de descanso em seus trabalhos para viajar.

No entanto, os cuidados com a viagem vão além da escolha do local. Preparar o carro e ter cuidado durante o trajeto fazem toda a diferença no resultado da viagem.

Para começar com os cuidados que se devem ter com o carro antes da viagem, fazer uma revisão nos componentes do veículo é de fundamental importância na segurança do motorista e dos passageiros.

Em uma revisão pré-viagem, a troca de óleo, balanceamento, alinhamento, regulagem de correntes, verificação de pneus, freios e embreagem devem ser feitos por profissionais especializados, de preferência em oficinas com profissionais de confiança ou em uma oficina autorizada da montadora do veículo.

Outros equipamentos que também devem estar presentes na revisão são aqueles que compõem o sistema elétrico (com a bateria, cabos e luzes de advertência), velas do motor e o kit de emergência (extintor de incêndio, triângulo de advertência, macaco, chave de roda e pneu de step).

Para fazer a revisão, os preços dependem do carro e da quilometragem até aquele momento. De acordo com Rodrigo Marques, vendedor de uma das oficinas especializadas em revisões de Teresina, os preços para realização dos serviços vão de R$ 156 até R$ 516.

Segundo Rodrigo, os cuidados com a revisão podem evitar acidentes e salvar vidas: “Não é incomum ver casos de carros que antes da viagem chegam na nossa oficina e tem que ser corrigido algumas coisas que poderiam causar uma falha mecânica, um acidente, e nós não podemos prever a gravidade desses acidentes”.

Maiores perigos são as ultrapassagens

O maior perigo nas estradas são as ultrapassagens. Maior causador de acidentes e de maior gravidade, causando mais mortes, as ultrapassagens perigosas são alvos de ações preventivas pelos responsáveis por cuidar das estradas por todo o Brasil.

Subvalorizar o perigo das estradas e querer forçar a passagem, mesmo que a sinalização mostre que o local é perigoso, é uma prática comum nas estradas, como mostram os dados de acidentes e também os relatos de motoristas que utilizam as estradas diariamente.

Para Marcos Pereira, motorista de uma empresa de ônibus que faz linha para cidades do interior do Piauí e outros estados, os flagras de ultrapassagens perigosas são corriqueiros nas BRs. “Nós nos preocupamos com a nossa vida e com a de nossos passageiros, mas tem muita gente que dirige sem se preocupar nem com a própria vida.

Comumente vemos acidentes que são causados por ultrapassagens, mas parece que não adianta para alguns motoristas.” Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Almir Bílio, a ultrapassagem proibida é o principal responsável pelos acidentes com maior gravidade.

“Esse tipo de ação está entre as que mais causam acidentes e mais matam nas rodovias do Piauí e de todo o Brasil. A sinalização mostra que ela é permitida em alguns pontos da rodovia, quando a segurança do motorista é completa, com a visão de quem está vindo na direção contrária, por exemplo.

Quando não se tem essas condições boas de visibilidade e o motorista tenta realizar a ultrapassagem, acontecem os acidentes de colisões frontais”, afirmou.

Previna-se de multas "salgadas"

Para os motoristas que não respeitam a sinalização nas vias, as multas têm valores altos, com o intuito de coibir as ações dos motoristas. A partir de novembro, as multas em caso de ultrapassagem de risco saltaram de R$ 191,54 para R$ 1.915,40, um aumento de 900%.

A ultrapassagem pelo acostamento saiu de R$ 127,69 para R$ 957,70, um aumento de 650%. Além de pagar por valores bem mais salgados, os infratores perdem sete pontos na carteira, e podem ficar sem poder dirigir por até um ano. Em caso de reincidência em 12 meses, as multas serão dobradas.

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Fonte: Victor Costa