Defesa Civil registra 120 mortos e 135 feridos por causa das chuvas no Rio de Janeiro

Defesa Civil registra 120 mortos e 135 feridos por causa das chuvas no Rio de Janeiro

O prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), afirmou que a cidade tem 1.410 pessoas desabrigadas

Um dia após a chuva histórica que caiu sobre o Rio de Janeiro entre segunda-feira e terça-feira, o número de vítimas fatais aumentou para 120, segundo boletim divulgado às 17h, pela Coordenação do Corpo de Bombeiros. Todos forma vitimados por deslizamentos de terra decorrentes da chuva. Ainda há desaparecidos e esse número pode continuar a aumentar.

A capital teve um dia sem aulas e de transtornos no trânsito. Os alunos da rede estadual e municipal, no entanto, devem retornar às aulas na quinta-feira, segundo infomaram as secretarias de educação do muncípio e do Estado do Rio.

O prefeito Eduardo Paes pediu que os moradores da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, não deixassem suas casas. A prefeitura anunciou oito pontos onde o trânsito continua interditado, fora diversos pontos onde há retenções.

Em Niterói, município onde houve o maior número de vítimas devido aos deslizamentos de terra, as equipes de resgate, que contavam com 300 bombeiros, não conseguiam atender a todos os pedidos de socorro. Até as 17h, pelo menos seis pessoas continuavam soterradas na Travessa Beltrão, em Santa Rosa. Havia apenas três bombeiros no local. Duas escavadeiras haviam recém chegado. O resgate de moradores, assim como o dos cinco corpos já retirados do local, foi feito por voluntários da própria comunidade.

"A solidariedade faz parte do nosso espírito. A coisa foi tão rápida. A gente passou a noite cavando. Foi terrível", disse Dalto Santana, que retirou dos escombros o amigo Djae. A esposa de Djae, que estava em uma das sete casas arrastadas pela lama, ainda não havia sido encontrada.

Dalto afirmou que seus braços estavam cansados, mas que ele não ia parar de procurar. Com 68 anos de idade, ele lembra que só viu deslizamentos como aquele nas chuvas de 1966, onde ele viu sete pessoas morrerem.

Junto com Dalto, cerca de 30 pessoas da comunidade trabalhavam remexendo a lama e os escombros. Lilian Cavalcanti, da associação de moradores, afirma que a ajuda demorou muito para chegar e estava inconformada com a atuação das autoridades.

"Eles se preocupam muito em fazer reuniões. A gente não quer que eles mandem ajuda. Se eu não tivesse ido até a prefeitura hoje, ninguém teria vindo aqui", afirmou ela.

Às 15h, uma viatura da PM trouxe três cães farejadores ao local para ajudar nas buscas. Logo depois, a voltou a chover forte no local. Niterói sofre com 1.100 desabrigados e 30 pontos de deslizamento, segundo a prefeitura. Até o momento, foram confirmadas 60 mortes no município. Cinco bairros de Niterói continuam sem luz. Além de Niterói, a prefeitura de Itaboraí já declarou situação de emergência. São Gonçalo, onde 12 pessoas morreram, também sofre com a falta de luz.

Na manhã desta terça-feira, os prefeitos de 12 municípios das regiões atingidas pela chuva estiveram reunidos com o governador Sérgio Cabral e com o ministro da Integração Nacional João Santana. Foi anunciada ação conjunta dos governos para oferecer ajuda à população. O governador voltou a alertar para que moradores de áreas de risco deixem suas casas.

O sol apareceu nesta quarta-feira. Mas pancadas fortes de chuva ocorrem em todo o Estado. A previsão é de que a chuva continue até quinta-feira em menor intensidade, segundo o Climatempo.

Estragos e mortes

A chuva que castigou o Rio de Janeiro entre os dias 5 e 6 de abril deixou pelo menos 120 mortos, mais de 135 feridos, alagou ruas, causou deslizamentos e destruição no Estado. O Serviço de Meteorologia do Rio registrou no período o maior índice pluviométrico da cidade desde que começou a medição, há mais de 40 anos: 288 mm.













































Fonte: Terra, www.terra.com.br