Deputado quer suspender a exibição de filme Ted no Brasil

Deputado quer suspender a exibição de filme Ted no Brasil

"Fiquei chocado e indignado com esse filme", diz o deputado.

O deputado Protógenes Queiroz (PC do B de São Paulo) disse que pedirá nesta terça-feira (25) aos ministérios da Justiça e da Cultura que suspendam a exibição do film "TED", de Seth MacFarlane, que estreou sexta-feira nos cinemas brasileiros. O UOL entrou em contato com a distribuidora do longa, a Universal Pictures, que informou que o caso está sendo analisado, e ainda não há nenhum pronunciamento oficial. Apenas lembraram que a classificação indicativa do filme é de 16 anos.

Protógenes assistiu ao filme com o filho Juan, de 11 anos. "Fiquei chocado e indignado com esse filme. Ele passa a mensagem de que quem consome drogas, não trabalha e não estuda é feliz", disse Protógenes. O deputado postou sua indignação com o filme no Twitter. O assunto repercutiu na internet e ficou entre os trending topics de Brasília, São Paulo e Rio, entrando na lista de temas mais falados no País nos últimos dois dias. Houve uma enxurrada de respostas e críticas.

O deputado, também delegado da Polícia Federal, criticou os ministérios da Justiça e da Cultura por terem liberado o filme para maiores de 16 anos. "Não poderia ser liberado nem para 16 nem para 18 anos. Esse filme não pode ser liberado para idade nenhuma. Não deve ser veiculado em cinemas", afirmou. Protógenes disse que, como deputado, pedirá explicações dos dois ministérios sobre a liberação do filme.

Protógenes disse que o filme "endossa atitudes criminosas, satiriza o consumo de drogas e de álcool e instrui o espectador a não estudar e a não trabalhar". Segundo o deputado, é "um filme agressivo". Ele afirmou que, ao conversar com o filho sobre o filme, outras crianças ao lado disseram: "Tio, estamos sabendo, aquilo é maconha". Ele lembrou que acompanhava o filho, mas havia crianças sozinhas.

Ted é uma comédia que mostra a amizade entre um homem e seu urso de pelúcia da infância à idade adulta.

Fonte: UOL